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sábado, 9 de janeiro de 2010

The modern sound of Nicola Conte

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Já por cá tenho o último álbum deste grande senhor Italiano do Jazz. "the Modern sound of Nicola Conte" é o que vai girando sobre o prato do gramofone e ecoando pelas paredes de casa ao longo dos últimos dias.
Em mais um trabalho de colaboração com inúmeros artistas da cena "jazzistica internacional" como o Americano
Mark Murphy, a Japonesa Maki Mannami e a Brasileira Sabrina Malheiros entre tantos outros, Nicola Conte montou desta vez uma espécie de álbum "escolha-você-de-acordo-com-o-seu-estado-de-espírito"... Sendo composto por dois CD´s, o primeiro apresenta-se como uma revisitação à velha mistura "Bossa-Jazz" bem característica de Conte que resulta numa suavidade ritmada que nos põe a bater o pé e estalar os dedos mas sem que nos apeteça levantar da cadeira ou do sofá. Já o segundo CD aborda por inteiro o "nu-jazz" que o tem vindo a envolver nos tempos mais recentes e que tão bons resultados tem apresentado!!!
Fica um cheirinho...
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

The Modern Sound of Nicola Conte...

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Acabadinho de sair... Mesmo a tempo do Natal hã?

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Comentário de Rafael Santos em Bodyspace.net

"Ninguém o faz como Nicola Conte. E poucos se dedicam à causa nu-jazz como este elegante cavalheiro italiano que há 10 anos se deu a conhecer com os magníficos Arabesque e Bossa Per Due. Temas que encantaram pela relativa simplicidade do seu jazz mas encantaram muito mais pela eloquência como integraram a bossa-nova ou samba numa matriz electrónica. Volvida uma década, Nicola Conte não tem dúvidas do que quer. Sabe como atingir o objectivo e isso reconhece-se pelo percurso integro em que se lançou quando decidiu largar a maioria dos artifícios electrónicos e avançar numa vertente mais orgânica, assumindo definitivamente o caminho de um jazz coquete. Coquete, sim, porque poucos são capazes de fazê-lo com esta elegância sensual. Uma formosura que se escuta desde o excelente Other Directions de 2004, disco editado pela mítica Blue Note.

Depois de Rituals, editado no ano passado, e de um exercício de repetição excessivamente formal, Nicola Conte decidiu agora reunir as peças soltas do seu repertório – entre re-arranjos, remisturas e alguns inéditos – e compila-las num duplo CD a que deu o título The Modern Sound of Nicola Conte. Pela extensão de remisturas ou re-arranjos feitos desde o final da década passada, suspeita-se que nesta dupla colectânea esteja apenas uma pequena fracção de todo o trabalho realizado. Mas também aí reside parte do genuíno interesse desta edição, precisamente por não sermos forçados a admitir que estamos perante mais um disco de remisturas – como tantos outros – em que os produtores passam o tempo a programar a maquinaria. Assim The Modern Sound of Nicola Conte é um conjunto honesto de músicas perdidas no tempo que retratam algumas das fases por onde o cavalheiro italiano – e a sua proficiente banda - passou nestes últimos anos de actividades.

Aqui reencontramos-nos com o jazz – repito – coquete, "swingante", de fino recorte e que não se embaraça por assumir uma identidade easy listening e cinematográfica que tem nos anos 60 do século passado a sua principal força espiritual; com latinidade que assume sem contratempos; com a bossa-nova airosa, vaidosa e caprichosa pensada para as festarolas mais fashion. Tal como é indiscutível o reencontro com a formalidade orquestral em que somos imbuídos enquanto as vozes cristalinas fazem questão de nos relembrar que aqui também há espaço para as mais sofisticadas linguagens pop.

É certo que tudo soa um pouco repetido. Tudo soa um pouco a mais do mesmo. São dois longos CDs – talvez demais – que não vão muito além do que nos já habituamos a ouvir de Nicola Conte. Mas que diferença faz quando o cavalheiro italiano é o único capaz de vestir o fato de gala e manobrar a orquestra da maneira única como faz? Nenhuma. Porque a música quando é realmente boa e erguida com competente espontaneidade, tudo o resto são aqueles pormenores que nos levam a embirrar com tudo e mais alguma coisa e nunca nos dão oportunidade para o merecido prazer. The Modern Sound of Nicola Conte não é exuberante, mas ouve-se com gosto.
"