Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de agosto de 2016

nada nos pára

 click for more
Saborear o mar, as serras 
Cobrir-me de pó e geada 
Roer o osso desta terra 
Na vida de estrada 


Onde não há prazos nem obrigações 
Não há debates nem euromilhões 
Onde o sol eleva e a frescura acata 
Sem consulta ao homeopata


Onde a cura é sem vacina 
E a cardina é sem pesar 
Por lagoas e colinas 
Vê-se a lágrima a secar 

Dá o vento na cara 
E nada nos pára 
Nada nos pára 


Fotografia: José Eduardo
Texto: letra da música "vida de estrada", dos Diabo na cruz

sábado, 5 de março de 2016

de passagem

...do Chico, o Buarque: Eu te amo

Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Conta-me agora como hei-de partir;
Se ao te conhecer, desatei a sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei os meus navios
Diz-me para onde é que ainda posso ir;
Se nós, nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz-me com que pernas devo seguir;
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu;
Como, se na desordem do armário embutido
O meu casaco enlaça o teu vestido
E o meu sapato ainda pisa no teu;
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Teus seios ainda estão nas minhas mãos
Me explica com que cara eu vou sair;
Não, acho que te estás a fazer de tonta
Dei-te os meus olhos para tomares conta
Agora conta como hei de partir...


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

late movie session

música jazz
ritmo do lado mais negro de África
que inflama o desejo...
movimentos pélvicos
corpos unidos de forma obscena
ao contrário da elegância e beleza...

Jimmy's hall, 2014

Gostaria de contar com o seu conselho sobre como lidar com os fariseus que usam o púlpito para contar mentiras. Incitam o ódio e encorajam grupos armados a atacar e pôr em perigo a vida de pessoas inocentes.
Quero contar também com o seu conselho sobre o pecado da soberba, e daqueles que assumem ser a fonte do saber e não fazem nada senão fomentar a ignorância e a superstição. E que tentam destruir o que há de melhor nas pessoas, a sua criatividade, o seu sentido crítico e capacidade de diversão com ameaças de profanação. Mas o pior, é tentarem matar o nosso espírito com a monotonia miserável e a colocação de veneno no coração de todos aqueles que não conseguem controlar.
Sacrilégio? Sacrilégio é ter mais ódio do que amor no coração!

sábado, 18 de abril de 2015

profusão

era uma vez um burrinho
que num prado mui mansinho
pastava com mansidão
e ao pé dele descansava
o seu dono que mostrava
ser feliz como os que são
mas eis que estranho ruido
chega dos dois ao ouvido
e põe-se o dono a perguntar:
ouviste ou foi ilusão?
são ladrões. olha que são
que te vão levar consigo.
volta o burro o doce olhar
ainda a roer devagar
e diz pró dono que o guarda:
e se um ladrão me levar
acaso terei que usar
em cima desta, outra albarda?
então responde-lhe o dono:
uma coisa só me apraz
essa ideia tola afasta
pois uma albarda te basta
e outra albarda não traz.
eis que então disse-lhe o burro:
pois então fuja você
porque o perigo certo vê
eu por mim, fico a pastar
se esta albarda que me assenta
não diminui nem aumenta
de que me serve abalar?
ensinava este burrinho
a quem se mostra tolinho
e tratos a vida dá
que é tolice afadigar-se
e em passos longos cansar-se
pra ficar aonde está!

excerto de Paradela, Miranda do Douro, do "Povo que canta" de Michel Giacometti

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

sábado, 25 de janeiro de 2014

o negro

Já não te livras da fama
do cheiro a musgo e da lama,
e do frio que punhas no respirar.
Lembra-me bem o encanto
e a densidade do manto
de neblina que espalhavas no ar.
Havia namoros de verão
pela frescura do chão
e da leveza que emprestaste aos sentidos.
Testemunhaste promessas
beijos trocados sem pressas
e guardaste sussurros julgados perdidos.

Quero sentir
de novo, o feno nos pés...
Quero viver
agora, o que já não és...

Labirintos de alma
percorridos sem calma
Como viagens... longas... sem fim!
Selvagem vegetação
aventuras do pé para a mão
emoções arrancadas de mim.
E se a lembrança chega até hoje
é porque a ideia não foge,
do bem que soube viver em sitios assim.

Quero sentir
de novo, o feno nos pés...
Quero viver
agora, o que já não és...

Aqueles pinheiros altos
os muros verdes, corridos aos saltos
e a sanidade do viver natural.
Cavernas e grutas
inventadas por cabeças brutas,
e era ali que assentávamos o arraial.

Por fim, a alegria vivida
nos mergulhos que ousámos dar
no tanque do campo, de carne despida
não só de roupa, mas do preconceito
do cumprimento dado sem jeito
na hora da despedida.

Espera por mim na nuvem em que me deito,
depois do éter tragado a preceito.
sinto que o tempo me escapa entre os dedos
e ainda não enchi o peito
para enfrentar todos os medos

Quero sentir
de novo, o feno nos pés...
Quero viver
hoje, o que já não és...


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

river

.
"River", de Joni Mitchell, tocado e cantado por 14 cantoras portuguesas



e já agora se, modéstia à parte, quizerem uma boa tradução, aqui vai:

Vai chegando o Natal,
E vejo-os cortar as árvores.
Assentar as renas
e cantar canções de alegria e paz...
Ah, tivesse eu um rio onde patinar para longe daqui.


Não neva por cá
Tudo se mantém verde.
eu vou amealhar algum
e pôr-me a andar daqui para fora.
Ah,tivesse eu um rio onde patinar para longe daqui.


Um rio tão comprido,
onde meus pés aprendessem a voar.
Ah, tivesse eu um rio onde patinar para longe daqui
porque fiz meu amor chorar.


deste tudo por tudo para me ajudar
facilitaste-me a vida ao máximo,
amaste-me tanto,
até me tremerem os joelhos.
Ah, tivesse eu um rio por onde desaparecer


Mas eu sou dificil de aguentar
egoísta e depressiva.
e arranjei forma de perder o maior amor
Que um dia pude gozar.
Ah,tivesse eu um rio onde patinar para longe daqui.


Um rio tão comprido,
onde meus pés aprendessem a voar.
Ah, tivesse eu um rio onde patinar para longe daqui
porque fiz meu amor me abandonasse.


Vai chegando o Natal,
E vejo-os cortar as árvores.
Assentar as renas
e cantar canções de alegria e paz...
Ah, tivesse eu um rio onde patinar para longe daqui.

e depois, porque a versão da Márcia e Luisa Sobral tem um sentimento peculiar...



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

lisitsa

Valentina Lisitsa é uma pianista clássica Ucraniana, nascida em Kiev em 1973. Valentina vive actualmente na Carolina do Norte, EUA e é casada com Alexei Kuznetsoff, que é também pianista e seu parceiro em vários duetos.
 
Este é o parágrafo de entrada na página da wikipédia que lhe é dedicada. Muito pouco para tanto talento. Não vou acrescentar nada, ou melhor, acrescento tudo com este recital de quase quatro horas cuja performance foi oferecida aos poucos presentes no passado mês de Novembro, em Colónia, Alemanha.
 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

no ouvido...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

the non happy ending love story



"There's no more life,
there's not"
  
"There's no more life,
there's not"
  
"There's no more rain,
there's not"
  
"There's no more breeze,
there's not..."
  
The sky is crying for Olimpia.
  
And so am I.
  
"There's no more crying,
there's not"
  
"There's no more fear,
there's not..."
  
What have I done?
What have I done?
  
"Take me there"
  
"To where you are"
  
"Take me there"
  
"Take me there"
  
"To where you are"
  
"Take me there."

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ignoto

Alone In Kyoto by Air on Grooveshark

A pouco e pouco tudo era luz... e no estímulo mais luz se fazia na minha ideia! A coisa corria bem e eu gostava! Arrotava e alguém ria... sentenciava e alguém pontuava a frase com um ponto de exclamação e, mais ainda, alguém exclamava na circunstância da reação! A confiança aumentava. As palmadas nas costas eram constantes e eu já nem as identificava.
Por fim tudo era luz... e na imensidão de clareza havia uma que faltava... a minha! Era a luz dos outros que me cegava e iluminava o meu espaço e me provocava esse autismo que nos prepotentes se aconchega.
No fim lá estava a luz... tudo continuava iluminado mas o foco não era eu! Eram os que me circundavam que tinham ganhado luz própria e a que me inundava mais não era do que a difusa que se lhes sobra.
E eu continuava àquela luz... no meio do caminho... preocupado em agradar sem ver a quem e, de repente, não agradava ninguém!
Fiquei por lá, à luz, perdido no imenso clarão... Um completo ser, riquíssimo na minha forma de ver, mas anónimo, na multidão!

sábado, 7 de dezembro de 2013

sentir


dizes que o poeta
pela sua escrita
é um sofredor
outros que o poeta,
sentença maldita
é um fingidor.
em que ficamos então,
se esta comandita
tem discurso agressor?
Achas que o profeta
pela sua dita
é um inventor?
e o atleta
pela sua fita
um enganador?
será na circunstância
por erro de abundância
um individuo abusador!
Mas não o poeta
que não é profeta
nem o artista.
já o absolutista
por inerência
e incongruência
pode ser condenado,
morte ao culpado
por enganar o povo
sem trazer nada de novo
na melhor ocasião.
mas nunca o Poeta
que vive da escrita
não pelo lucro da dita
mas porque é ela o seu pão!

José Eduardo

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

logo que passe a alucinação

Logo que Passe a Monção by Rui Veloso on Grooveshark

Comprei um barquinho para me levar
o casco quebrou
e já não me levou
e não encontrei com que remediar.
Pedi a uma gaivota que me mostrasse  mar
mas ela exigia
uma certa quantia
coisa que eu não podia pagar.
Tentei encontrar outra solução
e lancei-me a nado
desde a foz do Sado
a corrente me arrastou de volta ao pontão.
Marquei a passagem de avião ao Brasil
mas as nuvens do céu
escuras como breu
taparam a vista de forma nada subtil,
e eu dei por mim a distâncias mil...
Para regressar fui pedinte na praça
arranjei camisa
furada da traça
e calça de ganga lisa
presa por uma baraça
abdiquei de comer
mas não sem beber
mas a saudade não deixa esquecer.
Num velho navio arranjei trabalho
numa cozinha a tresandar a alho
dois meses no mar
como um bandalho
barba crescida
ambição reprimida.
Chegado à terra
olhei o oceano
pois tinha pavor a este povo ufano
lá para o Restelo
cruzei-me com um velho
nada camelo
a coçar o guedelho
Contei-lhe esta minha ambição
e o raio do velho chamou-me cabrão
- Cabrão o quê? - retorqui eu...
- Então não tiveste o mar todo na mão
vindo de barco até à nação?
Ah velho vadio
personagem sombrio
que me vens tu ensinar?
tu que paraste em frente ao rio
nada percebes do mar!!!

José Eduardo

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

arise

Ballade pour Adeline (Piano Solo) by Various on Grooveshark
Sê diferente...
não precisas ser belo
ou forte
apenas genuino,
fintar o destino
e a morte.

Sê único
distingue-te dos normais
sê louco
sê de tudo um pouco
vai mais adiante
coleciona "ais"!

Vive
sorri
chora...
demora...
e quando chegar a hora
saberás que foi escolha tua
essa vida nua
sem enganos
momentos profanos,
e a felicidade
nunca eterna
mas sempre serena
de genuina...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

Lia Ices... novo "vício"!

sábado, 15 de junho de 2013

sons de sempre


Por vezes, cá por casa, voltam a ouvir-se os sons que nos fazem sentir bem...



Te echo de menos, le digo al aire
te busco, te pienso, te siento y siento
que como tú no habrá nadie
y aquí te espero, con mi cajita de la vida
cansada, a oscuras, con miedo
y este frío, nadie me lo quita.

Tengo razones, para buscarte
tengo necesidad de verte, de oírte, de hablarte.
Tengo razones, para esperarte
porque no creo que haya en el mundo nadie más a quien ame.
Tengo razones, razones de sobra
para pedirle al viento que vuelvas
aunque sea como una sombra.
Tengo razones, para no quererte olvidar
porque el trocito de felicidad fuiste tú quien me lo dio a probar.

El aire huele a ti. Mi casa se cae porque no estás aquí.
Mis sábanas, mi pelo, mi ropa te buscan a ti.
Mis pies son como de cartón
que voy arrastrando por cada rincón.
Mi cama se hace fría y gigante
y en ella me pierdo yo.
Mi casa se vuelve a caer,
mis flores se mueren de pena,
mis lagrimas son charquitos
que caen a mis pies.
Te mando besos de agua
que hagan un hueco en tu calma,
te mando besos de agua
pa' que bañen tu cuerpo y tu alma.
Te mando besos de agua
para que curen tus heridas,
te mando besos de agua
de esos con los que tanto te reías.

sábado, 30 de março de 2013

vibrações

sábado, 23 de março de 2013

Emmanuel


Por Chris Botti (feat. Caroline Campbell)