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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

lido

"Quando eu era pequeno, brincava com carrinhos à volta da mesa da cozinha. Fazia corridas e, embora fosse contra mim, os carrinhos que eu queria que ganhassem ganhavam sempre."


"Perguntei-lhe se ele já sabia que tinham inventado a música. Ele ficou um pouco surpreendido e contou-me de um país distante onde havia um palácio maior do que a montanha, um palácio rodeado de jardins tão imensos que, se uma criança os tentasse atravessar a pé, seria velha quando chegasse ao palácio. Contou-me que havia muitos anos, mil homens inteligentes se tinham fechado nesse palácio a tentar inventar a música."


Pérolas de sensibilidade humano-literária em "Uma casa na escuridão", de José Luís Peixoto

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

podia ser eu...

José Eduardo Andrade tem exatamente esta definição:

"A importância do meu nome muito maior do que a minha consciência, mas menor que eu, menor do que a importância de eu existir num sítio e num instante. O meu nome: três palavras escritas num papel: o nome do meu avô paterno, o nome do meu avô materno e o nome da família do meu pai. Duas estradas que se unem numa só, num caminho sempre em frente, sem ramificações."

José Luis Peixoto, em "Uma casa na escuridão"