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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

lido

"Quando eu era pequeno, brincava com carrinhos à volta da mesa da cozinha. Fazia corridas e, embora fosse contra mim, os carrinhos que eu queria que ganhassem ganhavam sempre."


"Perguntei-lhe se ele já sabia que tinham inventado a música. Ele ficou um pouco surpreendido e contou-me de um país distante onde havia um palácio maior do que a montanha, um palácio rodeado de jardins tão imensos que, se uma criança os tentasse atravessar a pé, seria velha quando chegasse ao palácio. Contou-me que havia muitos anos, mil homens inteligentes se tinham fechado nesse palácio a tentar inventar a música."


Pérolas de sensibilidade humano-literária em "Uma casa na escuridão", de José Luís Peixoto

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

podia ser eu...

José Eduardo Andrade tem exatamente esta definição:

"A importância do meu nome muito maior do que a minha consciência, mas menor que eu, menor do que a importância de eu existir num sítio e num instante. O meu nome: três palavras escritas num papel: o nome do meu avô paterno, o nome do meu avô materno e o nome da família do meu pai. Duas estradas que se unem numa só, num caminho sempre em frente, sem ramificações."

José Luis Peixoto, em "Uma casa na escuridão"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A viagem do elefante, José Saramago

Nas férias, cá por casa, comem-se livros ao invés de comida!!! É um vício que, como qualquer outro, tende a assumir custos imódicos se não controlado... Controlar então a leitura? nãã!!! Controla-se o preço de compra.
Comprei o livro num conhecido site de leilões online pela quantia de 10€, usado, mas em bom estado. Já está lido (estou de novo à volta de José Luis Peixoto) e foi mais do mesmo, foi Saramago... A narrativa segue inteiramente a linha de "Caim" e a forma intensa de brincar com a caracterização humana está tão presente como no anterior. É adoravel a forma como Saramago sempre colocava a sensatez do lado dos fracos e oprimidos (o cornaca Subhro é exemplo disso) e a sua condescendência para com as atitudes presunçosas dos ricos e poderosos atribuindo-lhes a característica como anomalia genética. Livro simples, de leitura facil, mas pleno de abordagem ao comportamento humano e, mais uma vez, elevando uma tal de sensatez nos animais.




quarta-feira, 14 de janeiro de 2009