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sábado, 12 de dezembro de 2009

entre aspas...

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(...) "O génio justiceiro e prudente de Maria obscurecia-se, os seus ralhos perdiam a autoridade ante a presença calma, quase indolente e que dava a impressão duma reservada e perigosa força, daquele homenzinho que patriarcalmente presidia à ceia e a quem os melhores bocados eram oferecidos num prato à parte, como num ritual, e que ele rejeitava sempre, quase com o pudor de se ver distinguido, se bem que outros costumes nunca os pudesse admitir. Gostava de distribuir pelos filhos a sua ração especial, mas só depois de ter tido ocasião de a recusar." (...)
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in: A sibila, de Agustina Bessa Luis
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

a desonra

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(...) - O meu filho está preso, Senhora Quininha - Disse-lhe a mãe. - Eu endoudo!
Para um camponês, A prisão tem um significado mais desonroso que o próprio crime. O crime é ofensa feita à natureza, mas a perda da liberdade tem mais um sentido de ofensa contra o homem. (...)
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in: "A Sibila" de Agustina Bessa Luís

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Leituras que ficam...

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(...)aquele cirandar cheio de dignidade que o vexava e lhe produzia remorsos; então calava-se também e no seu coração aquela atitude ia roendo até a imaginação a transformar em ofensa e ele acabar por sobrepôr-se às suas culpas como a vítima mais lamentável. O seu egoismo fazia-o infantil, e das dores que ele próprio motivava restava-lhe na consciência um sabor de injustiça por qualquer mínima represália.(...)
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in: "A Sibila" de Agustina Bessa Luis
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