Mostrar mensagens com a etiqueta fotografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta fotografia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de agosto de 2016

nada nos pára

 click for more
Saborear o mar, as serras 
Cobrir-me de pó e geada 
Roer o osso desta terra 
Na vida de estrada 


Onde não há prazos nem obrigações 
Não há debates nem euromilhões 
Onde o sol eleva e a frescura acata 
Sem consulta ao homeopata


Onde a cura é sem vacina 
E a cardina é sem pesar 
Por lagoas e colinas 
Vê-se a lágrima a secar 

Dá o vento na cara 
E nada nos pára 
Nada nos pára 


Fotografia: José Eduardo
Texto: letra da música "vida de estrada", dos Diabo na cruz

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

chove em Santiago

 abrir a imagemRua da Hortas, Santiago de Compostela, Espanha

sábado, 22 de agosto de 2015

Paço da Boa Nova, Leça da Palmeira


Cinco anos de diferença, duas abordagens diferentes!
2010
2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

eu hei-de


um dia hei-de ser alguém... hei-de ser o homem que desejas e levar-te-ei ao altar. Um dia... hei-de caminhar preeminente em meio do povo e orgulhar-te-ás daquilo que o povo vê... quando me vê!
um dia... hei-de ser alguém!
por enquanto não tiro os olhos do chão!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

sopro


quarta-feira, 28 de maio de 2014

botão de gente



querias crescer
agir como gente grande
reger o teu mundo
e com um não rotundo
rejeitar todo o ser
que tua dita desmande

queres ser alguém

que se mostre imponente
e do alto de um trono
sem pai nem dono
jamais dizer amén
a um alguém indecente

porventura vais ser

tudo isso que anseias
mas, nesse mesmo dia
verás que tudo o que havia
o que de mau julgavas ter
ainda que o descreias
era mesmo o sustento
da tua imensa alegria...

por isso esquece

não invejes quem cresce
fica aqui connosco
neste momento tosco
de saúde e alegria
de convivência sadia
sorriso cúmplice partilhado com o pai
respeitinho e amor para com a mãe
e tudo tudo girará á tua volta
no fundamento de uma gargalhada solta
assim
no conceito próprio que criamos
do tanto que nos amamos
e no sorriso que não prendemos
quando, no pensamento
amanhã nos vemos!


sábado, 25 de janeiro de 2014

o negro

Já não te livras da fama
do cheiro a musgo e da lama,
e do frio que punhas no respirar.
Lembra-me bem o encanto
e a densidade do manto
de neblina que espalhavas no ar.
Havia namoros de verão
pela frescura do chão
e da leveza que emprestaste aos sentidos.
Testemunhaste promessas
beijos trocados sem pressas
e guardaste sussurros julgados perdidos.

Quero sentir
de novo, o feno nos pés...
Quero viver
agora, o que já não és...

Labirintos de alma
percorridos sem calma
Como viagens... longas... sem fim!
Selvagem vegetação
aventuras do pé para a mão
emoções arrancadas de mim.
E se a lembrança chega até hoje
é porque a ideia não foge,
do bem que soube viver em sitios assim.

Quero sentir
de novo, o feno nos pés...
Quero viver
agora, o que já não és...

Aqueles pinheiros altos
os muros verdes, corridos aos saltos
e a sanidade do viver natural.
Cavernas e grutas
inventadas por cabeças brutas,
e era ali que assentávamos o arraial.

Por fim, a alegria vivida
nos mergulhos que ousámos dar
no tanque do campo, de carne despida
não só de roupa, mas do preconceito
do cumprimento dado sem jeito
na hora da despedida.

Espera por mim na nuvem em que me deito,
depois do éter tragado a preceito.
sinto que o tempo me escapa entre os dedos
e ainda não enchi o peito
para enfrentar todos os medos

Quero sentir
de novo, o feno nos pés...
Quero viver
hoje, o que já não és...


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

little lost boat

O Barquinho by Nara Leão on Grooveshark

alí parado, para nada! é motivo de foto, com certeza mas... o que ele queria era subir rio acima como os rabelos que tanto inveja. Ah se ele pudesse!!! Cada metro de maré seria como leito de cama profundamente perscrutado em largo sono de sonhos leves... tão leves como a própria leveza do seu correr! Ah se Torga soubesse o quanto o leu e, por ter lido, o quanto sonhou esses sonhos atrás e se achou para lá, nas terras de Miguel, avistado da galafura e escrito em poemas que perdurariam para a eternidade. mas não! tudo são sonhos! nada mais...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ignoto

Alone In Kyoto by Air on Grooveshark

A pouco e pouco tudo era luz... e no estímulo mais luz se fazia na minha ideia! A coisa corria bem e eu gostava! Arrotava e alguém ria... sentenciava e alguém pontuava a frase com um ponto de exclamação e, mais ainda, alguém exclamava na circunstância da reação! A confiança aumentava. As palmadas nas costas eram constantes e eu já nem as identificava.
Por fim tudo era luz... e na imensidão de clareza havia uma que faltava... a minha! Era a luz dos outros que me cegava e iluminava o meu espaço e me provocava esse autismo que nos prepotentes se aconchega.
No fim lá estava a luz... tudo continuava iluminado mas o foco não era eu! Eram os que me circundavam que tinham ganhado luz própria e a que me inundava mais não era do que a difusa que se lhes sobra.
E eu continuava àquela luz... no meio do caminho... preocupado em agradar sem ver a quem e, de repente, não agradava ninguém!
Fiquei por lá, à luz, perdido no imenso clarão... Um completo ser, riquíssimo na minha forma de ver, mas anónimo, na multidão!

sábado, 7 de dezembro de 2013

sentir


dizes que o poeta
pela sua escrita
é um sofredor
outros que o poeta,
sentença maldita
é um fingidor.
em que ficamos então,
se esta comandita
tem discurso agressor?
Achas que o profeta
pela sua dita
é um inventor?
e o atleta
pela sua fita
um enganador?
será na circunstância
por erro de abundância
um individuo abusador!
Mas não o poeta
que não é profeta
nem o artista.
já o absolutista
por inerência
e incongruência
pode ser condenado,
morte ao culpado
por enganar o povo
sem trazer nada de novo
na melhor ocasião.
mas nunca o Poeta
que vive da escrita
não pelo lucro da dita
mas porque é ela o seu pão!

José Eduardo

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

poema às três pancadas

farto de voar by B Fachada on Grooveshark
.
Caí...
e no momento seguinte me levantei
ergui a cabeça
olhei em redor
com pressa
e logo logo recomecei

Caí...
e assim que caí em nada mais pensei senão na vergonha que iria sentir.
ergui a cabeça
olhei em redor
com pressa
não fosse alguém por ali notar que a minha vaidade se estava a partir

Caí...
e nesse momento
no exato em que me precipitei ao chão
duro como pedra
era pedra
sem que tivesse tempo
de amparar com a mão
pensei no agora
em como estaria a mentir
a dizer que logo havia de me erguer
olhar em redor
com pressa
e o medo que alguém estivesse a ver

Caí...
e toda a gente viu
e da minha triste figura
pisado
borrado
toda a gente riu, e eu
zangado
amuado
sisudo
beiçudo
fugi...
e fui chorar para longe dali!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

arise

Ballade pour Adeline (Piano Solo) by Various on Grooveshark
Sê diferente...
não precisas ser belo
ou forte
apenas genuino,
fintar o destino
e a morte.

Sê único
distingue-te dos normais
sê louco
sê de tudo um pouco
vai mais adiante
coleciona "ais"!

Vive
sorri
chora...
demora...
e quando chegar a hora
saberás que foi escolha tua
essa vida nua
sem enganos
momentos profanos,
e a felicidade
nunca eterna
mas sempre serena
de genuina...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Agreste


Arre diabo que me carregas a vida com trabalhos,
e enches o meu espaço com cheiro a mofo e alhos;
Arre gatuno que me prendes a esta terra sem horizonte,
onde o que se vê da janela é só roça e algum monte;
Arre bicho que me negas a viver lá na cidade,
e me afastas sequer o pecar pela vaidade;
Oh negro, oh verme de cornos na ciência,
que me seguras aqui, preso na demência;
Arre Cão
que de sarna não morre
Verme de chão
que sem pernas não corre
Arre Tu, ó Belzebu
que me tolhes a esperança
desde criança...
Vai mas é levar no cu!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tudo, depois de nada!


Tudo passa... 
Tudo vem,
vai,
nada fica,
nada cai.
aqui
tudo muda,
entra,
sai,
a orelha vai para surda
e o cabelo cai...
tudo cresce,
morre,
nasce,
pára,
corre...

até chegar a ti
depois do mar

Tudo se apaga...
até os sulcos mais fundos 
da unha 
que esgravata a alma
tudo se esvai
depois do choro
do riso
da dança
depois de tudo isso
sempre acalma
e descansa...

até chegar a ti
depois do mar

Tudo é feio
ainda que belo,
tudo cai
e perde
o motivo,
o recreio...
Tudo cansa,
mesmo que o prazer,
a recompensa,
o horizonte
te faça prolongar a dança

mas só até ti
depois do mar

Tudo me remete para lá
o interno
o pensamento
o inferno
o alento
o turbilhão
de sentimento...
tudo me doi
e me faz refugiar
no que me alegra
me compreende
acalenta
afaga
sustenta
e apaga

até que chegue a TI

...em vez do mar!

José Eduardo

domingo, 4 de novembro de 2012

sítios que me sabem bem

O Beijo do Sol (Quénia) by Pedro Osorio on Grooveshark

Há caminhos que outrora me pareceram avenidas e hoje se resumem a carreiros... 
Há sentimentos que, naquele tempo, me arrebatavam o coração e hoje não passam de reações de interesse...
Havia sons que me embalavam e levavam ao sublime estado de languidez fraternal. hoje são ruido!
...mas sabem que mais?
Não interessa!
Hoje lembro o quanto fui feliz...
hoje lembro-me de tudo o que fiz... do que disse, do que ouvi, do que cheirei, do que comi... Daquilo que cantava, dançava, brincava... Não gosto do que vejo, mas gosto do que vi! do que vivi!

sábado, 27 de outubro de 2012

sei que a vida não nos dá tudo

A pensar seriamente se este homem não sou eu... se por um acaso eu mudo de figura e perco a inibição, ganho talento e ponho assim, nos ouvidos dos outros, o que me vai na alma!
Primeiro sempre me apetece dizer nada... Sebastião Antunes diz tudo por mim e eu, fico assim, a pensar que todos me percebem porque o ouvem, mas não...
Sebastião Antunes aborda tudo, o bom e o mau, o belo e o feio, o perto e o longe, o ganhar e o perder, a periferia e o meio, o subir e o descer...
Acabadinho de comprar, o seu último trabalho rola cá em casa e as palavras minhas que ele canta ecoam nas paredes.
Clique no radio para ouvir...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

da pequenez ao sonho!

Afternoon Nap (For Pets) by Lullatone on Grooveshark

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Obelisco

Take Five by The Dave Brubeck Quartet on Grooveshark
Praia da Memória, Lavra, Matosinhos...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Olhos de Água

Praia dos Olhos de Água, Albufeira, Algarve, Portugal.
(HDR, 3xRAW)