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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

(38ª vociferação) estranho amor...



Dependo de ti…
Não pelo muito que possas ter para me oferecer mas pelo pouco que de ti aprendi a roubar.

Preso a ti…
Não porque o nó com que me ataste seja de dificil rescisão mas porque eu próprio receio desatar-me.

Chegado a ti…
Nunca pelo teu constante hábito de me abraçar mas porque, na minha mesquinhez, me tornei adito ao teu dia a dia.

Contra ti…
Por constantemente te atravessares no meu caminho? Pelas interrupções de raciocínio a que sempre me obrigas na tua exageradíssima procura de carinho? Não, apenas porque te sou intolerante nas pequenas falas que, tal como eu, possas cometer.

Viciado em ti…
menos por depender daquilo que possas ter de bom, mas muito mais porque bebo nos teus defeitos a minha criatividade.

Apaixonado!
assim estou, envolto no estranho conceito de paixão que, juntos, ideáramos!


Estranho aos demais





José Eduardo
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quinta-feira, 18 de março de 2010

convivências

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... dize q'isto que faz mal à saúde!!! Ó Senhor, eu disso num sei nada!!! Ele há quem se queixe praí do barulho mas eu tamem cum esta idade já num ouço nada, sabe!
... e ó despois tenho lá dois netos a trabalhar que é quem traze o sustento pra casa. Se num fosse isto onde é c'a gente ia agora ganhar dinheiro? da maneira q'isto tá mau!!!
... isto dantes num era nada assim, sabe. Corria aqui o regato e chegaba lá abaixo ó mar ainda limpinho. Olhe, a gente dantes tamem deitaba a porcaria que faziamos pró rio mas era pouca gente, sabe! Dês que veio praí a fábrica isto cresceu munto!!! Veja lá que já nem um carro de bois se bê passar aqui no caminho!!!
... olhe, num sei!!! uns dize q'isto é bom, outros dize q'isto é mau!!! Sej'ó que deus quiser, pra mim e pro meu home já num há-de ser!!!
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