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domingo, 1 de julho de 2012

blue lips

Blue Lips by Regina Spektor on Grooveshark
haverá o tempo em que terás orgulho na tua diferença... em que os outros te olharão e voltarão a comentar, não em tom de ensaio ao vitupério, não em atitude  de prática da ignomínia... mas por inveja! Inveja da tua coragem, inveja da tua beleza, inveja da tua felicidade em ser única e avessa ao estereótipo, esse mesmo que agora, eles, buscam incessantemente, vá-se lá saber porquê!!! Pena que, agora como depois, a diferença constitua motivo de afastamento. Vil animal este... o humano!

sábado, 19 de maio de 2012

transformation... transportation... whateveration!!!


Photoshop CS6 experiences... Desculpem a maldade mas adoro fazê-lo!!!

Ali o reflexo do pé no chão do palco foi a criatividade mor!!! ;-)

domingo, 6 de novembro de 2011

sempre por lá



Incursões solitárias à terra natal resultam sempre nestas passagens pelo campo da reflexão e a enorme inspiração artística que proporcionam.


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

muito menos do que isso


Não, não vem... 
não vem daí a inspiração
não vem da solidão
não vem do amor
não vem não...
Não vem da dor
nem da alegria,
não vem da noite
nem do dia...
vem de mim
de ti
dos outros
do que viste
do que vi,
da verdade
da mentira,
da satisfação de quem dá
e da de quem tira,
vem do lado de cá...
Não vem da ilusão,
vem da vida,
da bela, nunca adormecida...
Qual João, qual pé de feijão?
Qual Romeu, qual Julieta?
a minha inspiração
vem da bengala
vem da muleta...
Vem da simplicidade
da maldade
e mais,
vê lá, até da bondade.
Vem do cru
do nu
do despido
e do ferido.
do são e do insano
da crença e do profano...
por isso
não romantizes,
não queiras pintar um quadro que não existe,
aquilo que sempre desejaste ver
e não o que verdadeiramente viste...

José Eduardo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

"invetero"



Acho que desenvolvi uma estranhíssima capacidade de introspecção… Sim, é estranha! Uma qualquer vertente da meditação que não obriga de todo à inundação do pensamento por frases que assentam em ideias de auto-controlo ou incentivo dinâmico.
Deixa-me desenhar-te o momento e poderás talvez compreender melhor do que falo:

É a hora em que todos os outros dormem e o ar está inundado por vibrações melódicas. Como sempre, a desconcertante harmonia de “Clam, Crab, Cockle, Cowrie” tem o dom de infalivelmente me transportar para o lado de lá, lado esse que eu desconheço por completo mas onde gosto de estar. Um espaço metafísico que me proporciona um tremendo conforto emocional e que se eleva muito para além do estado etéreo a que dantes me havia habituado. Por norma, e inexplicavelmente, costumo gostar de segurar nas mãos um certo e singelo singelo copo-de-chá pintado em tons monocromáticos com sugestivas inscrições. É terrível a forma como me prendo em acções banais como, lentamente, respirar para o seu interior e sentir o calor húmido que se liberta do seu interior bater-me na cara. Dou sempre comigo a pensar que, se usasse óculos, talvez ficassem embaciados e eu rir-me-ia sozinho ainda mais do que me rio por pensar nisso.
Depois de todo este método de iniciação-de-estado religiosamente cumprido à risca segundo a estrutura que inconscientemente foi montada, são os meus olhos que, ociosamente vão dirigindo atenções e percorrendo o olhar sobre as minhas coisas: As paredes de casa, em cuja pintura encontro sempre defeitos mas rapidamente desculpo com o facto de ter sido eu a fazê-la; Os inexplicáveis objectos de decoração, cuja minúcia na concordância de formas contribuiu ou foi critério basilar e fundamental à sua escolha e claramente se sobrepôs ao seu valor conceptual; O espelho da parede do fundo que, frio e cruel, me vai diariamente injectando doses de realismo fazendo questão de me mostrar a minha triste figura, espelho esse que me tem ensinado a inutilidade de expressões politicamente correctas; e acabo por perder-me sempre sobre a estante dos livros. Aquela que, de início ali havia sido colocada pela já mencionada concordância de formas mas que, tal como esperado, rapidamente se encheu de vida e personalidade próprias. É ali que o olhar se prolonga e brinca durante uma infinidade temporal. Vou observando as lombadas e, daqui, tentando ler os títulos sorrindo a cada vez que dou comigo de sobrolho franzido porque o meu inconsciente acha que leio melhor assim e, a cada um, vou tentando relembrar o seu enredo…

“Allow me to enjoy my madness!”

Assim mesmo… desde sempre, passo dos livros para o teclado preto que antecede a janela do mundo. Janela essa em que aquele fenómeno a que chamam “web” contribui para o acentuar deste meu enorme contraste espiritual e através da qual, pragmaticamente, vou atirando ao vento notas soltas do meu carácter, vou-me libertando do lirismo deste momento de modo a abrir espaço para um outro que espero não demorar…
Gosto da minha loucura… e adoro descarregá-la para este lado da minha vida, pela transparência da minha alma!!!

José Eduardo

domingo, 2 de janeiro de 2011

terras de indolência

O litoral minhoto é assim... dado à preguiça, à solidão, onde se aprecia gente simples com vidas simples, onde se respira ar puro e liberdade!


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

do lado "não"





Lembra-te que a vida não é sempre a correr,
lento ou devagar,
não é sempre a andar
não é sempre acção...

E então...
Podias parar, olhar, apreciar.
Porque não?!

Olha, fica aí... sim, aí...
vai ensaiando o observar da acção alheia,
deixa-te estar, mantém-te fora desta teia,
e guarda este tempo para ti.

...e agora?
dizes-me o que viste?
o que sentiste?
Como é estar de fora?

Sim, chega a ter a sua piada.
Ainda que monótono e frio
é como ficar à margem do rio,
ali, a olhar... mais nada.

Agora volta, junta-te à corrente.
Deixa-te inundar pelo mar de gente.
Vem, de novo, pertencer à acção...
Jamais esquecerás que estiveste outrora, ali, do lado "não"
lembrar-te-ás que é lá que se sente,
e não cá, a SOLIDÃO.

José Eduardo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

egos tamanhos



Observo a maré e reparo que se encontra agora no ponto alto da sua amplitude. Mais além, um bidão vermelho que bóia ao som das ondas atreve-se a distrair-me o olhar mas o avanço das águas do mar depressa volta a resgatar a minha atenção. Pode parecer-te ridículo e sem o mínimo de sentido mas… o cenário remete-me para um sentimento familiar. Para o tempo em que te empenhavas na auto evidenciação e de como isso resultava num rodear da minha realidade com a tua presença activa. Sim… tu eras hostil, e de tanto o ser já não o fazias com maldade, era essa a tua natureza… jamais conceberias a possibilidade de permanecer anónima na acção do texto das nossas vidas e eu… eu era aquele mísero rochedo que daqui se vê. Apesar de belo, cheio de formas sugestivas e pleno de curiosos minerais que normalmente suscitaria a adoração de outros e representaria o suporte à sua vaidade, era agora envolvido e ofuscado pelas ondas agitadas de uma vida alheia.

Sabes, o que mais me chateia é que, de facto, tudo isto passava ao lado da capacidade de observação das outras vidas, mas eu não sabia disso!

Vejo ali um pescador… espera… um reformado e uma senhora deprimida situam-se mais acima. Noto que todos eles se dão conta da realidade. Todos observam a obsessão invasora do mar e a resultante interferência com a identidade da pequena grande pedra. Todos sabem menos ele, o rochedo, porque se revela incapaz de olhar para fora do turbilhão e por isso, o seu estado é tal que se aproxima vertiginosamente da situação de fastígio à sua condição de lástima.

E eu era este rochedo… Belo, cheio, rico e abrangente e, no entanto, ofuscado por ti e vulnerável à tua capacidade de transformar a mais trivial das situações que vivesses num acontecimento inédito para mim. A culpa, sendo tua, não seguia escrupulosamente a condição de exclusividade. A verdade é que jamais me incitei à coragem de te estender ao comprido sobre a passadeira da realidade, dava trabalho e era indubitável o consequente desenrolar da acção para o plano dramático e apocalíptico uma vez mais servido em doses generosas de potencialização resultantes da tua inevitabilidade egocêntrica.

Esse tempo é passado… Já não sou o mísero rochedo banhado pelas tuas marés. Agora sou mais eu… sou um molhe imponente, pleno de personalidade e alvo de admiração alheia perceptível à minha vaidade. Tu continuas igual mas… as escalas são incomparáveis!


José Eduardo


domingo, 29 de agosto de 2010

photoshop...

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Hoje apeteceu-me "martelar" uma foto... O motivo justificava-o.
E como se ouve dizer:

Não há mulheres feias... apenas editores de imagem preguiçosos!

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

dispersão



Foge,

não fiques por cá,
não serei aprazível
magoar-te-ei
e as promessas ficarão por cumprir...

Foge, não te quedes por mim,
o mundo, não o sonhei assim...
quero partir sem te levar ou
permanecer sem te agradar.

Foge, não te prendas...
a minha vida é solitária
eu sou solitário
egoísta
vagabundo

foge

não estarei cá muito mais...

José Eduardo

terça-feira, 20 de julho de 2010

atrás e à frente

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Tentando dar ideia de tridimensionalidade às letras como que simulando uma posição diferente entre elas ao longo da profundidade de campo...
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

posso ficar?


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deixa-me estar...
hoje quero aquele tempo que já foi.
esperar os pés molharem-se lá ao fundo da torna, por entre o milho, e gritar bem alto à enxada que se apresse a virar o talhadoiro.

hoje quero transpirar agarrado ao arado preso pelo estímulo da visão futura de uma simples lavandisca que perscruta a terra revelada.

hoje quero adormecer ao som do piar da coruja ali bem na bouça do branca e voltar a acreditar tratar-se de uma raposa que ri de contentamento sobre mais uma vítima da sua malvadez...

deixa-me estar... deixa-me ficar... podes fazer-me companhia...

queres?
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Fotografia e texto: José Eduardo

domingo, 6 de junho de 2010

a fonte

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Ainda há, na cidade do Porto, belezas como esta bem escondidas !!! Já levava uma boa inclinação... não deve durar muito!


sábado, 5 de junho de 2010

necie's tribute



Esta é a Catarina, uma das minhas sete sobrinhas num total de onze se juntarmos os rapazes. Amo-os a todos por igual e em larga escala a cada um deles. Apesar disso, talvez porque tenha estado a editar umas quantas fotografias suas hoje (o Dinis, seu irmão, é meu afilhado e fez a primeira comunhão), lembrei-me do que faz a Catarina especial... Não é o facto de ser extremamente carinhosa para com o tio pequeno (as outras também o são e porventura algumas até mais)... Nem sequer por ser possuidora de uma capacidade intelectual e erudição muito acima da média (já nos acostumou à banalização de tal e afinal também as outras não lhe ficam atrás)... Poderia porventura ser mas também não é a percepção da sua cândida e natural beleza adolescente bem apreciada nas fotos que publiquei acima... é muito mais do que isso...

A Catarina mostrou recentemente que também sabe tomar as rédeas do controlo emocional familiar ainda que para isso tenha de ter abdicado da ingenuidade juvenil a que tinha direito. E fê-lo obviamente chorando, mas nunca à frente de ninguém...

A fase má passou e ela está aí... sempre bela, inteligente, objectiva... outra vez menina, mas para sempre mulher!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

comunidade

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Outrora o povo juntara-se e, em comunidade, construíra infraestruturas para o bem social de todos os seus membros.

Em acréscimo, chegara mesmo a associar-se legalmente de forma cooperativa...

...mas nunca haveria de simpatizar com o termo comunista!!!

Ideias!!!
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

melancolia

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retorno à melancolia
doce melancolia
num café sem companhia,
um lápis afiado
na mão, ao fim de um dia
que até podia ser deveras agitado...
o ocaso no horizonte
tantas e tantas ideias a monte,
a pressa de quem passa
e esta calma que me abraça...

esta doce melancolia
que provoco
que prolongo...


não a troco por nada!
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José Eduardo
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

ausência

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Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
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Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

a casa