domingo, 1 de julho de 2012
blue lips
sábado, 19 de maio de 2012
transformation... transportation... whateveration!!!
Photoshop CS6 experiences... Desculpem a maldade mas adoro fazê-lo!!!
domingo, 6 de novembro de 2011
sempre por lá
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
muito menos do que isso
não vem daí a inspiração
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
"invetero"
domingo, 2 de janeiro de 2011
terras de indolência
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
do lado "não"
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
egos tamanhos

Observo a maré e reparo que se encontra agora no ponto alto da sua amplitude. Mais além, um bidão vermelho que bóia ao som das ondas atreve-se a distrair-me o olhar mas o avanço das águas do mar depressa volta a resgatar a minha atenção. Pode parecer-te ridículo e sem o mínimo de sentido mas… o cenário remete-me para um sentimento familiar. Para o tempo em que te empenhavas na auto evidenciação e de como isso resultava num rodear da minha realidade com a tua presença activa. Sim… tu eras hostil, e de tanto o ser já não o fazias com maldade, era essa a tua natureza… jamais conceberias a possibilidade de permanecer anónima na acção do texto das nossas vidas e eu… eu era aquele mísero rochedo que daqui se vê. Apesar de belo, cheio de formas sugestivas e pleno de curiosos minerais que normalmente suscitaria a adoração de outros e representaria o suporte à sua vaidade, era agora envolvido e ofuscado pelas ondas agitadas de uma vida alheia.
Sabes, o que mais me chateia é que, de facto, tudo isto passava ao lado da capacidade de observação das outras vidas, mas eu não sabia disso!
Vejo ali um pescador… espera… um reformado e uma senhora deprimida situam-se mais acima. Noto que todos eles se dão conta da realidade. Todos observam a obsessão invasora do mar e a resultante interferência com a identidade da pequena grande pedra. Todos sabem menos ele, o rochedo, porque se revela incapaz de olhar para fora do turbilhão e por isso, o seu estado é tal que se aproxima vertiginosamente da situação de fastígio à sua condição de lástima.
E eu era este rochedo… Belo, cheio, rico e abrangente e, no entanto, ofuscado por ti e vulnerável à tua capacidade de transformar a mais trivial das situações que vivesses num acontecimento inédito para mim. A culpa, sendo tua, não seguia escrupulosamente a condição de exclusividade. A verdade é que jamais me incitei à coragem de te estender ao comprido sobre a passadeira da realidade, dava trabalho e era indubitável o consequente desenrolar da acção para o plano dramático e apocalíptico uma vez mais servido em doses generosas de potencialização resultantes da tua inevitabilidade egocêntrica.
Esse tempo é passado… Já não sou o mísero rochedo banhado pelas tuas marés. Agora sou mais eu… sou um molhe imponente, pleno de personalidade e alvo de admiração alheia perceptível à minha vaidade. Tu continuas igual mas… as escalas são incomparáveis!
José Eduardo
domingo, 29 de agosto de 2010
photoshop...
Hoje apeteceu-me "martelar" uma foto... O motivo justificava-o.
E como se ouve dizer:
Não há mulheres feias... apenas editores de imagem preguiçosos!
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
dispersão

Foge,
não fiques por cá,
não serei aprazível
magoar-te-ei
e as promessas ficarão por cumprir...
Foge, não te quedes por mim,
o mundo, não o sonhei assim...
quero partir sem te levar ou
permanecer sem te agradar.
Foge, não te prendas...
a minha vida é solitária
eu sou solitário
egoísta
vagabundo
foge
não estarei cá muito mais...
José Eduardo
terça-feira, 20 de julho de 2010
atrás e à frente
.Tentando dar ideia de tridimensionalidade às letras como que simulando uma posição diferente entre elas ao longo da profundidade de campo...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
posso ficar?

hoje quero transpirar agarrado ao arado preso pelo estímulo da visão futura de uma simples lavandisca que perscruta a terra revelada.
hoje quero adormecer ao som do piar da coruja ali bem na bouça do branca e voltar a acreditar tratar-se de uma raposa que ri de contentamento sobre mais uma vítima da sua malvadez...
deixa-me estar... deixa-me ficar... podes fazer-me companhia...
queres?
domingo, 6 de junho de 2010
a fonte
Ainda há, na cidade do Porto, belezas como esta bem escondidas !!! Já levava uma boa inclinação... não deve durar muito!
sábado, 5 de junho de 2010
necie's tribute
Esta é a Catarina, uma das minhas sete sobrinhas num total de onze se juntarmos os rapazes. Amo-os a todos por igual e em larga escala a cada um deles. Apesar disso, talvez porque tenha estado a editar umas quantas fotografias suas hoje (o Dinis, seu irmão, é meu afilhado e fez a primeira comunhão), lembrei-me do que faz a Catarina especial... Não é o facto de ser extremamente carinhosa para com o tio pequeno (as outras também o são e porventura algumas até mais)... Nem sequer por ser possuidora de uma capacidade intelectual e erudição muito acima da média (já nos acostumou à banalização de tal e afinal também as outras não lhe ficam atrás)... Poderia porventura ser mas também não é a percepção da sua cândida e natural beleza adolescente bem apreciada nas fotos que publiquei acima... é muito mais do que isso...
A Catarina mostrou recentemente que também sabe tomar as rédeas do controlo emocional familiar ainda que para isso tenha de ter abdicado da ingenuidade juvenil a que tinha direito. E fê-lo obviamente chorando, mas nunca à frente de ninguém...
A fase má passou e ela está aí... sempre bela, inteligente, objectiva... outra vez menina, mas para sempre mulher!
sexta-feira, 28 de maio de 2010
comunidade
Outrora o povo juntara-se e, em comunidade, construíra infraestruturas para o bem social de todos os seus membros.
Em acréscimo, chegara mesmo a associar-se legalmente de forma cooperativa...
...mas nunca haveria de simpatizar com o termo comunista!!!
Ideias!!!
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
melancolia

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retorno à melancolia
doce melancolia
num café sem companhia,
um lápis afiado
na mão, ao fim de um dia
que até podia ser deveras agitado...
o ocaso no horizonte
tantas e tantas ideias a monte,
a pressa de quem passa
e esta calma que me abraça...
esta doce melancolia
que provoco
que prolongo...
não a troco por nada!
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José Eduardo
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
sábado, 24 de abril de 2010
ausência
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Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
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Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond
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