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domingo, 25 de abril de 2010

porque é que estás em festa, pá?

Hoje festeja-se a revolução ao contrário. As comemorações da Assembleia da república são feitas por centenas de indivíduos que não conhecem os conceitos de democracia, igualdade e solidariedade.

Há um presidente da república que, depois de uma década como primeiro ministro, traz agora o peito cheio de ar e falsa legitimidade para, despudoradamente, apontar o dedo aos erros por si cometidos como se a outros os imputasse;

Há uma avalanche de deputados conotados com o actual governo que mantêm um estúpido sorriso na cara de início a fim e em nada contribuem para a discussão;

Há um líder do principal partido da oposição que, qual dedicação à causa, vem armado do ataque à constituição da república (essa mesma cuja fundação se está a comemorar) e toda a direita, e uma boa parte da esquerda o aplaude e alude nos comentários finais;

O proletariado, esse, sem qualquer propensão a encetar raciocínio próprio, lá vai sorvendo ideias alheias procurando colar-se àquelas cujo arrebatamento de palmas mais se fez notar...

Que país!!!

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Escuta(-me), o silêncio de Cavaco...

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Este é o Presidente da República mais político que alguma vez tivemos e, ignorando-se a sua possível sucessão por Durão Barroso, que teremos!!! A sua altivez e vanglória convencem-no que a razão sempre o acompanha e não bastando, usa esses seus defeitos em intervenção política...
Não me lembro de quem terá decretado que a competência de um Presidente da República seja medida na directa relação com a sua capacidade de gerir silêncios mas a verdade é que assim o vejo... Se já Jorge Sampaio foi sempre recompensado pela sua capacidade em estar calado e não se meter em nada, o actual PR fá-lo na perfeição e ainda usa habilmente essa característica como arma política. Refiro-me ao tão badalado caso das escutas ao gabinete da presidência:

A minha opinião aponta no sentido de que é precisamente ao não dizer nada que o PR está a participar activamente na campanha, dando azo a que se tomem as mais variadas interpretações, algumas delas poderão ser completamente injustas, portanto. Se não houvesse caso nenhum e tudo isto nã passasse de mais uma histeria jornalística, Cavaco teria obrigação de o desmentir publicamente, deitando por terra quaisquer suspeitas que neste momento se vão acumulando contra o governo. Se, pelo contrário, há de facto indícios de escutas, a sua obrigação seria a mesma, ou seja, seria seu dever informar os cidadãos interferindo activamente na campanha eleitoral com a verdade. Não vejo porque se há-de ocultar a verdade sob a bandeira da isenção.

De uma forma ou de outra, Cavaco está a interferir na campanha com o seu silêncio. Prefiro que o faça com a sua obrigação, a de regular um estado de direito...

Temo é que a verdade seja muito mais sinistra, e não seja nada mais senão uma macabra jogada movida pelo desespero político e uma inventona do gabinete do presidente da república!!! Ainda me lembro de quando formou governo(s)...
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Presidente político

Tenho seguido com particular atenção este passeiozito político do "nosso" Presidente da República nas últimas semanas. Desde o não resistir a contrariar Manuel Alegre no discurso que fez quando lhe entregou, em Trás os montes, o prémio literário D. Dinis, até à falta de respeito pela gente que, a muitíssimo custo, vai inventando forma de vida numa terra esquecida pelos governantes como é todo aquele território raiano... O "Senhor Silva" cometeu a petulância de apontar o dedo às autarquias daquela região por não saberem aproveitar o facto de estarem mais perto de Espanha e da Europa que o resto do País, chegando mesmo a referir que isso se apresentava como um privilégio e que não deveria ser deixado de aproveitar.

Tudo isto acontece depois do início e durante o desenvolvimento de um caso político que ele próprio se dignou criar. Falo obviamente do veto ao diploma que regulamenta a autonomia dos Açores que, podendo até (ou não) ter razão nas suas preocupações, falhou por completo na forma. A sua sede de protagonismo fez-lo parar o País em suspense por um anúncio alarmante de mensagem à nação acerca de um assunto de interesse Nacional... Ó Senhor Silva... Assunto nacional, para mim, é a elevadíssima taxa de desemprego e a constante perda de poder de compra da classe trabalhadora deste País.

Não lhe bastando isto, vem agora meter a colherada num assunto que necessitava da máxima sobriedade de discussão. A Educação e escolaridade obrigatória. Ouço-o hoje, mais uma vez insolentemente, defender o aumento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano e para o fundamentar refere a superficialíssima indicação de que, hoje, os alunos que concluem o 12º ano arranjam empregos melhor remunerados que os que se ficam pelo 9º. Ora muito bem... O "nosso" presidente encontrou assim o remédio para se acabar com os empregos cuja remuneração se fica pelo ordenado mínimo... Pela sua lógica, é só por os catraios a tirar o 12º que os patrões, em forma de reconhecimento pelo esforço intelectual se oferecerão eles próprios a remunerar bem mais acima... País de Patetas!!!´Continuamos assim sem ver ninguem minimamente preocupado com a qualidade do ensino em detrimento da quantidade. É como somos!!!