Mostrar mensagens com a etiqueta assembleia da república. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta assembleia da república. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de abril de 2010

porque é que estás em festa, pá?

Hoje festeja-se a revolução ao contrário. As comemorações da Assembleia da república são feitas por centenas de indivíduos que não conhecem os conceitos de democracia, igualdade e solidariedade.

Há um presidente da república que, depois de uma década como primeiro ministro, traz agora o peito cheio de ar e falsa legitimidade para, despudoradamente, apontar o dedo aos erros por si cometidos como se a outros os imputasse;

Há uma avalanche de deputados conotados com o actual governo que mantêm um estúpido sorriso na cara de início a fim e em nada contribuem para a discussão;

Há um líder do principal partido da oposição que, qual dedicação à causa, vem armado do ataque à constituição da república (essa mesma cuja fundação se está a comemorar) e toda a direita, e uma boa parte da esquerda o aplaude e alude nos comentários finais;

O proletariado, esse, sem qualquer propensão a encetar raciocínio próprio, lá vai sorvendo ideias alheias procurando colar-se àquelas cujo arrebatamento de palmas mais se fez notar...

Que país!!!

.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

hoje...

..
Na A.R...
Decidir-se-á o sol na vida de tanta Gente!!!
.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Quando não se tem atenção ao que se diz...

.
.
Alguns deputados da direita parlamentar Portuguesa começam a apontar o dedo à proposta de Lei que será amanhã apresentada à discussão pelo governo visando a legalização dos casamentos entre indivíduos do mesmo sexo. Esse apontar de dedo assenta em argumentos de que a forma encontrada para impedir a adopção por parte dos referidos indivíduos, incluindo um artigo discriminatório na lei do casamento, nada mais é do que um preparar terreno para que num futuro próximo o referido artigo seja avaliado pela sua inconstitucionalidade e simplesmente removido.
Ora, confesso que não me tinha passado tal pela cabeça mas... A ser verdade, acho puramente genial!!! Se este é o caminho para lutar contra a tacanhez generalizada do povo do meu país, então há que segui-lo sem olhar para trás.
Tenho lido, ao longo dos últimos meses, muitas argumentações de ambas as partes e, embora confessando que jamais mudaria de opinião neste assunto, muitos escritos contra tenho assimilado e, dessa forma, tenho sentido vergonha extrema pelo pensamento de Portugal. É deveras impressionante a facilidade com que se tem contrariado a boa vontade da lei que se antevê simplesmente assentando opiniões em discriminação homofóbica que vai chegando pelo método de histeria parva e abdicando de argumentação. É a velha história do direito natural ou instituído que muitos não ousam questionar! Neste caso da jogada política que se aponta ao governo, é curioso ver como o argumento apresentado é precisamente o que deveria legitimar a lei ou seja, a inconstitucionalidade da discriminação. Ao preverem a queda do artigo que impede a adopção por tal motivo, não questionando esse mesmo motivo, estão a legitimá-lo...
.

sábado, 3 de outubro de 2009

Governabilidade

.
Ao longo dos últimos dias (rescaldo das legislativas), o país tem assistido à generalização da opinião que assenta no facto de o panorama parlamentar resultante das eleições não conceder ao PS condições de governabilidade sem uma coligação. O que mais me aborrece é que os jornalistas cá do burgo parecem alinhar todos pela mesma cartilha e, tendo os seus ícones proferido tal barbaridade, adoptaram a sua sustentação até à exaustão. Nestes dias que se seguiram às eleições, toda a gente se parece convencer de que governar sem maioria absoluta é um desastre e dá ideia de ninguem sequer conceber a possibilidade do contrário.

Os resultados eleitorais das últimas legislativas e o panorama parlamentar que deles resultou confere, na minha opinião, a máxima possibilidade de se exercer democracia neste país. Nunca por cá um governo de maioria absoluta conseguiu governar democraticamente (ou se interessou por isso). A imposição absoluta da vontade de pouco mais de metade da população sobre todo o resto não é sinónimo de democracia. Um governo deverá portanto obviamente enfatizar a presença de políticas suas na sua governação mas terá obrigação de, de acordo com a representatividade eleitoral dos restantes partidos, ir polvilhando a sua governação com acções pontuais que se assemelhem à opinião de outras ideologias. E que governo de maioria absoluta o fará espontaneamente? Nenhum obviamente...

Por isso afirmo que o actual panorama parlamentar é o melhor que podemos ter (salve-se a ideia de cada um acerca das diferenças entre os pequenos partidos) porque simplesmente obrigará o próximo governo a governar para todas as ideologias representadas na assembleia. Como? Governando sobre o seu programa eleitoral e polvilhando a sua governação com propostas e ideias dos partidos que se representam na oposição, afluindo a cada um de acordo com a sua representatividade eleitoral. Além do óbvio PSD, já BE e PCP o disseram públicamente, que estarão dispostos a viabilizar as políticas do próximo governo desde que este se assuma mais próximo das suas linhas ideológicas. O CDS ainda espera a possibilidade de coligação mas, dado o seu comportamento quando oposição, representará tambem uma mais valia na assembleia da República.

De uma vez por todas, é tempo de entender a democracia tal como ela é, e deixarmo-nos de joguetes editoriais que servem apenas para manter o ganha pão dos paineleiros habituais...
.