O fandango de uma velha
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
fandango minhoto
O fandango de uma velha
segunda-feira, 25 de abril de 2016
25 de Abril, sempre?
era tudo cinzento
e a palavra estava caída
como uma folha sem vida
num dia sem vento
nos dias de ontem
a coragem não vinha
e a boca fechava
e o olhar retornava
em direção à bainha
nos dias de ontem
não morava a esperança
ninguém decidia
e jamais ousaria
iniciar a dança
até que se fez hoje
e um grupo seleto
tocou a reunir
e ousou decidir
debaixo de um teto
e nos dias de hoje
porque alguém assim quis
o povo à rua saiu
levantou a cabeça e sorriu
e chegou-se a mostarda ao nariz
nos dias de hoje
liberto da opressão
o povo dançou
celebrou, gritou
o povo passou a dizer não
até que ainda mais hoje
porque o povo ficou cansado
o dono cá disto tudo
eterno senhor barrigudo
apoderou-se de novo do estado
e agora que é ainda mais hoje
a sociedade, em abdução
já não gosta de estar alerta
senão do vizinho à espreita
o povo... deixou de dizer NÃO!
José Eduardo
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Sons descobertos ver.375 e 1/3
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Agreste
Arre diabo que me carregas a vida com trabalhos,
e enches o meu espaço com cheiro a mofo e alhos;
Arre gatuno que me prendes a esta terra sem horizonte,
onde o que se vê da janela é só roça e algum monte;
Arre bicho que me negas a viver lá na cidade,
e me afastas sequer o pecar pela vaidade;
Oh negro, oh verme de cornos na ciência,
que me seguras aqui, preso na demência;
Arre Cão
que de sarna não morre
Verme de chão
que sem pernas não corre
Arre Tu, ó Belzebu
que me tolhes a esperança
desde criança...
Vai mas é levar no cu!
sábado, 29 de junho de 2013
Viagem ao princípio do mundo, Pedro Macau
Há uns anos, não muitos, vi este filme de Manoel de Oliveira na RTP2 e fiquei sempre com ganas de percorrer esta estrada (o Minho tem este estranho efeito em mim). Viagem ao início do mundo retrata o regresso a trabalho de um realizador Francês, filho de emigrantes Portugueses, à sua terra natal cuja delimitação se vai apresentando de Valença a Melgaço ou Monção. A determinada altura, o elenco passa por uma zona em que o protagonista recordava uma estatueta numa casa à beira da estrada cujo nome, não sei porquê, se me ficou como "Zé do Pau". Pois não era... Era Pedro Macau e hoje descobri tudo.
"Eu sou o Pedro Macau,
E às costas tenho um pau,
E vejo de riba do portal,
Passar por aqui muito galego,
Uns de focinho branco,
Outros, de focinho negro.
E todos vêm meu mal
Ninguem me tira deste degredo.
Nem Don Alcaide das Nieves,
Que por ser um bom rapaz,
Só queimado em água rás
Anda de Penedo em penedo,
A tremer cheio de baba,
Como burra de Don Braz,
À espera de cevada."
"Ó Macau lobo-cerval,
Anda ver o teu retrato
aqui em riba do portal!
Tens a cara dum mulato
E, sendo assim tão guapo,
anda à porreira, anda cá,
Comeste por rã um sapo.
Anda à Porreira anda cá,
Vem que aqui também os há.
Anda ver biltre se gostas.
(Joelho em terra, à caçador)
De levar a trave às costas
Como o mais vil malfeitor!
E aqui em Riba de Mouro,
Estás preso e bem seguro!"”
|
|
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
sábado, 1 de outubro de 2011
domingo, 6 de junho de 2010
a fonte
Ainda há, na cidade do Porto, belezas como esta bem escondidas !!! Já levava uma boa inclinação... não deve durar muito!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
tradição assegurada
domingo, 25 de abril de 2010
porque é que estás em festa, pá?
Hoje festeja-se a revolução ao contrário. As comemorações da Assembleia da república são feitas por centenas de indivíduos que não conhecem os conceitos de democracia, igualdade e solidariedade.
Há um presidente da república que, depois de uma década como primeiro ministro, traz agora o peito cheio de ar e falsa legitimidade para, despudoradamente, apontar o dedo aos erros por si cometidos como se a outros os imputasse;
Há uma avalanche de deputados conotados com o actual governo que mantêm um estúpido sorriso na cara de início a fim e em nada contribuem para a discussão;
Há um líder do principal partido da oposição que, qual dedicação à causa, vem armado do ataque à constituição da república (essa mesma cuja fundação se está a comemorar) e toda a direita, e uma boa parte da esquerda o aplaude e alude nos comentários finais;
O proletariado, esse, sem qualquer propensão a encetar raciocínio próprio, lá vai sorvendo ideias alheias procurando colar-se àquelas cujo arrebatamento de palmas mais se fez notar...
Que país!!!
.


