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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

late movie session

música jazz
ritmo do lado mais negro de África
que inflama o desejo...
movimentos pélvicos
corpos unidos de forma obscena
ao contrário da elegância e beleza...

Jimmy's hall, 2014

Gostaria de contar com o seu conselho sobre como lidar com os fariseus que usam o púlpito para contar mentiras. Incitam o ódio e encorajam grupos armados a atacar e pôr em perigo a vida de pessoas inocentes.
Quero contar também com o seu conselho sobre o pecado da soberba, e daqueles que assumem ser a fonte do saber e não fazem nada senão fomentar a ignorância e a superstição. E que tentam destruir o que há de melhor nas pessoas, a sua criatividade, o seu sentido crítico e capacidade de diversão com ameaças de profanação. Mas o pior, é tentarem matar o nosso espírito com a monotonia miserável e a colocação de veneno no coração de todos aqueles que não conseguem controlar.
Sacrilégio? Sacrilégio é ter mais ódio do que amor no coração!

sábado, 29 de junho de 2013

Viagem ao princípio do mundo, Pedro Macau


Há uns anos, não muitos, vi este filme de Manoel de Oliveira na RTP2 e fiquei sempre com ganas de percorrer esta estrada (o Minho tem este estranho efeito em mim). Viagem ao início do mundo retrata o regresso a trabalho de um realizador Francês, filho de emigrantes Portugueses, à sua terra natal cuja delimitação se vai apresentando de Valença a Melgaço ou Monção. A determinada altura, o elenco passa por uma zona em que o protagonista recordava uma estatueta numa casa à beira da estrada cujo nome, não sei porquê, se me ficou como "Zé do Pau". Pois não era... Era Pedro Macau e hoje descobri tudo. 
Fica a promessa de por lá passar, quem sabe não já mas um dia mais tarde com a Valentina pelo seu pé!

No vídeo abaixo a partir dos 3:15min:



"Eu sou o Pedro Macau,
E às costas tenho um pau,
E vejo de riba do portal,
Passar por aqui muito galego,
Uns de focinho branco,
Outros, de focinho negro.
E todos vêm meu mal
Ninguem me tira deste degredo.

Nem Don Alcaide das Nieves,
Que por ser um bom rapaz,
Só queimado em água rás
Anda de Penedo em penedo,
A tremer cheio de baba,
Como burra de Don Braz,
À espera de cevada."

"Ó Macau lobo-cerval,
Anda ver o teu retrato
aqui em riba do portal!
Tens a cara dum mulato
E, sendo assim tão guapo,
anda à porreira, anda cá,
Comeste por rã um sapo.
Anda à Porreira anda cá,
Vem que aqui também os há.
Anda ver biltre se gostas.
(Joelho em terra, à caçador)
De levar a trave às costas
Como o mais vil malfeitor!
E aqui em Riba de Mouro,
Estás preso e bem seguro!"”
— Francisco Luís Barreiros

domingo, 27 de maio de 2012

Vietato l’ingresso ai ragni e ai visigoti

.
Pequenas pérolas que identificam os grandes génios:

- Perché i cani e gli ebrei non possono entrare babbo?

* Eh, loro gli ebrei e i cani non ce li vogliono. Eh, ognuno fa quello che gli pare Giosuè, eh. Là c’è un negozio, là, c’è un ferramenta no, loro per esempio non fanno entrare gli spagnoli e i cavalli eh, eh… e coso là, c’è un farmacista no: ieri ero con un mio amico, un cinese che c’ha un canguro, dico “Si può entrare?”, dice “No, qui i cinesi e i canguri non ce li vogliamo”. Eh, gli sono antipatici oh, che ti devo dire oh?!
- Ma noi in libreria facciamo entrare tutti.
* No, da domani ce lo scriviamo anche noi, guarda! Chi ti è antipatico a te?
- I ragni. E a te?
* A me… i visigoti! E da domani ce lo scriviamo: “Vietato l’ingresso ai ragni e ai visigoti”. Oh! E m’hanno rotto le scatole ’sti visigoti, basta eh!!


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Hachiko

Não sou uma pessoa insensivel, aliás, longe disso, mas nunca entendí muito bem as choradeiras de cinema. Sempre apreciei a enfatização da sensibilidade humana no cinema mas nunca as histórias de amor e paixão me abalaram a alma ou sequer fizeram vidrar os olhos... O exemplo daquilo a que me quero referir em particular é o filme titanic: emocionou-me muito mais a personalidade do Capitão do navio e o romantismo da orquestra do que a historinha de amor paralela. Confesso que nunca me senti mal por isso porque me sinto equilibrado pela importância que dou a sentimentos que se assemelham mas diferenciam por avaliação de nobreza, e refiro-me à fraternidade mas muito mais a um sentimento que desconhecemos: O amor de um animal pelo seu dono!!! Ok... cheguei lá, era a isto que me queria referir. A partir daqui dispo todos os preconceitos e removo todas e quaisquer máscaras de solidez de sensibilidade para confessar que sim...
CHOREI BABA E RANHO ENQUANTO ASSISTIA A UM FILME!!!
E a culpa foi... de um cão!!! isso mesmo. um belo exemplar desses quadrúpedes carnívoros digitígrados e domésticos que têm a mania de nos amar incondicionalmente. Sim, incondicionalmente... pelo que me é dado a conhecer, é o único animal deste mundo capaz de amar o dono que lhe bate porque se sente grato em simplesmente ter um dono. São esquisitos não é? :-/
Hachi é um cão da raça Akita que Parker encontrou perdido  na estação de comboio por onde passava diariamente na deslocação para o trabalho. Apesar da inicial relutância da esposa, Parker afeiçoa-se ao pequeno canídeo e decide ficar com ele apaixonando-se completamente e cuja convivência faz de si um homem bem mais feliz. Como já estamos habituados, a resposta do canito não é na mesma medida, é exponencialmente maior tal como o amor que dedica ao seu novo dono e, por entre pérolas quotidianas que nos derretem, Hachi passa a ir diariamente esperar a "sua pessoa" à porta da estação até ao dia em que Parker morre e Hachi não entende, perdendo todos os dias dos 9 anos seguintes com a mesma rotina, esperançado na volta daquele por quem se apaixonou. Até à noite em que Hachi, já velhinho e dormindo debaixo do vagão que adotou posteriormente como lar, tem um pressentimento de que chegou a hora e vai, de madrugada, para a porta da estação que tão bem conhece. É aí que, na iminência de sua morte, Hachi adormece e sonha com a chegada de Parker... Juntos abraçam-se e beijam-se e seguem sozinhos pela rua fora... Hachi morreu aí... feliz!! O melhor de tudo é que o filme é baseado numa história real passada na cidade Japonesa de Odate. Hachi é Hachiko e a história foi tal e qual!!! ... lá, em frente à porta da estação, está a estátua de Hachiko a lembrar.




Este eu não recomendo... Censuro quem não o veja!!!