sábado, 31 de março de 2012

Back it up (acoustic)

quarta-feira, 28 de março de 2012

What we saw from the cheap seats, sexto álbum de Regina Spektor

Atualizando...

Mais sobre "What we saw from the cheap seats", o sexto álbum de Regina Spektor:

A capa do álbum foi ilustrada por Shervin Lainez;
O álbum foi gravado em Los Angeles com Mike Elizondo, que também produziu ou escreveu para Eminem, Fiona Apple, 50 Cent, Alanis Morissette, Jay-Z, Pink, Maroon 5 e Snoop Dogg... Rapaz eclético!!!;
A terceira canção do álbum é uma nova versão de “Ne Me Quitte Pas”, tema originário de "Songs", seu segundo álbum;
A lista completa de temas. A edição deluxe do álbum terá 3 músicas a mais – sendo que duas são em russo e vêm como brinde para quem comprar o álbum na pré-venda do iTunes.

1. Small Town Moon
2. Oh Marcello
3. Don’t Leave Me (Ne Me Quitte Pas)
4. Firewood
5. Patron Saint
6. How
7. All the Rowboats
8. Ballad of a Politician
9. Open
10. The Party
11. Jessica

Deluxe:
12. Call Them Brothers (feat. Only Son)
13. The Prayer of Francois Villon (Moltiva) [cover russo]”
14. Old Jacket (stariy Pedjak) [cover russo]

Only Son, que participa no tema “Call Them Brothers”, é Jack Dishel. Ex Moldy Peaches (“Anyone Else But You”, do filme “Juno”?) e já abriu inúmeros espetáculos de Regina Spektor – além de ser backing vocal nos espetáculos de Little Joy.



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quarta-feira, 21 de março de 2012

poema para hoje




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venham os textos
e as palavras...
falas suaves
ideias macabras.
fico envolto de canções
quadras e sonetos
cantando paixões
colecionando amuletos.
venham as falas
em rima ou em verso
alinhado
disperso
venham os sons
lá da garganta
milhares de tons,
alegria tanta...
a língua
sem míngua
de palavras, a embriaguez
com vontade
sinceridade
sem gaguez
eu falo
eu canto
eu grito
mas tanto
tanto...
e eu sinto
a alquimia
não minto...
sinto a poesia!!!

José Eduardo

"What We Saw From the Cheap Seats" a 28 de Maio

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Recebido hoje via mailing list:

...em pulgas!!!11:11 Songs Soviet Kitsch Begin to Hope Far Regina Spektor Live in London What We Saw from the Cheap Seats Live at Bull Moose Live in California 2006 Live from Soho Carbon Monoxide Us On The Radio Fidelity Better Laughing With Eet Mary Ann Meets the Gravediggers and Other Short Stories Instant Karma: The Amnesty International Campaign to Save Darfur Alan Glazen Malhação The Chronicles of Narnia: Prince Caspian A Favorita 500 Days of Summer

sábado, 10 de março de 2012

O novo álbum de Regina Spektor


What We Saw from the Cheap Seats será o sexto álbum de estúdio de Regina Spektor. A gravação foi anunciada pela própria no seu facebook em Novembro e prevê-se o lançamento para o dia 12 de maio de 2012. O single de lançamento, All the rowboats, fica para amostra.
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quarta-feira, 7 de março de 2012

Katie Melua - Secret Symphony

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Desde anteontem... a belíssima Ketevan volta a encantar:



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domingo, 4 de março de 2012

o caminho das várzeas


Camariñas by Luar na Lubre on Grooveshark


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Era muito bonita esta Aida do Moinho e não era portanto de admirar o constante correrio da vasta variedade de marmanjos em idade de líbido crescente pelo caminho das várzeas. O facto de terminar em pleno moinho do velho Abel e, por isso, não permitir justificações de passagem aleatória e desinteressada, jamais viria a inibir alguém. Além do mais, a natural beleza do local assente em elevadíssima riqueza bucólica sempre foi mais que suficiente para levar famílias inteiras  munidas da cesta do merendelo ou tocadores de concertina nos domingos à tarde. Ali se juntavam cantando, dançando, namoriscando, refrescando os pés no leito do rio que corria molengão ou refastelando-se à sombra depois de mamado o farnel, roendo uma meticulosamente escolhida palha de feno no espaço confinado ao alcance de um braço. Mas isso era aos domingos… Por aquela altura, a presença de Aida era o motivo da passagem, e era fenómeno diário.
Obviamente, Aida sentia-se lisonjeada por tamanha atenção. Nunca foi de alimentar ideias em cabeça alheia por iniciativa própria, era ainda muito nova, mas sabia muito bem ao que vinham todos aqueles rapazes, era por sí, e sabia também que a sua simples presença na romaria de São Sebastião era o suficiente para que uns quantos se informassem junto de outros tantos acerca da identidade daquela jovem menina, formosa, de peito farto.
Disso gostava mas a todos ignorava a pequena Aida. Não os enxotando (gostava de se sentir desejada, ela que era pobre, ao contrário de outras que fidalgas haviam nascido), foi sempre desenvolvendo e aplicando a arte de inibir investidas mais ousadas ou ambiciosas, e tão habilmente o fazia que nunca ninguém ouviu falar da revolta de algum. A pequena sabia cativar amizades e os marmanjos, apercebendo-se da fatal situação de incapacidade para conquistar corpo ou alma, ficavam-se pela amizade empenhando-se, todos sem exceção, na explicação de que, desde o início, jamais lhes havia passado pela cabeça a intenção de posse ou paixão. A verdade é que começavam por rarear as visitas e se dedicavam, a partir dali, à procura de novo alvo dos seus impetuosos disparos de líbido e romance, fosse em São Julião ou nas freguesias vizinhas.
Havia porém – tinha de haver – um moço que lograva convencer os sentimentos de Aida. Tal como num romance deve ser, era ele o que menos se expressava. O João Grande, rapaz que também por alí passava mas que jamais havia investido olhares ou palavras de apreço sobre a bela rapariga. João Grande era filhos de lavradores e donos da maior parte dos terrenos na várzea. Todos os dias por alí passava o Jovem sempre empunhando qualquer ferramenta de trabalho. Da simples enxada à complexa parelha dos bois galegos que puxavam o carro, nunca João por ali passava sem que fosse a trabalho mas sempre Aida saía ao quintal para o ver passar. O simples e respeitoso cumprimento que o rapaz lhe endereçava chegava para alegrar o dia da pequena. Era ele o seu Amor! 
(...)

José Eduardo, in: não publicado, ainda!
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