sábado, 28 de março de 2009

Dia internacional do Teatro

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Ontem fui ao teatro....
O TPC (teatro popular de Carapeços) representou no auditório da biblioteca municipal de Barcelos a comédia em três actos "Vende-se casa assombrada" ...
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terça-feira, 24 de março de 2009

Alma solitária

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(...)Ah, mas eu não tenho essa consistência e perseverança dos descobridores! Eu sou leviano e ligeiro, sou mais dado às sensações do que às realiza­ções, mais depressa me sirvo a mim do que à Pátria. Gra­ças a Deus, não nasci em 1500: nasci tarde de mais para o desconhecido, cedo demais para a lucidez. Não sei que procuro, mas sei do que fujo. Não sei o que encontro, mas sei que vou, que flutuo - como este grande balão, devagar e em frente, suspenso sobre tudo o que são as certezas, a terra firme onde os outros são felizes e realizados e eu não(...)
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Miguel Sousa Tavares
in: Rio das Flores, Ed. Oficina do Livro, Lisboa, Outubro 2007

segunda-feira, 23 de março de 2009

Art Farmer

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domingo, 22 de março de 2009

Mãe, eu quero ir-me embora...

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Porque ontem se celebrava o dia mundial da Poesia, ouvi recitar na rádio este triste e belo poema:

Mãe, eu quero ir-me embora.
A vida não é nada daquilo que disseste quando os meus seios começaram a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande, murcharam tão depressa as rosas que me deram. Se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.

Mãe, eu quero ir-me embora.
Os meus sonhos estão cheios de pedras e de terra e, quando fecho os olhos, só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos os sonhos que tiveste para mim. Tenho a casa vazia, deitei-me com mais homens do que aqueles que amei e o que amei de verdade nunca acordou comigo.

Mãe, eu quero ir-me embora.
Nenhum sorriso abre caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca. Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez não chames pelo meu nome, não me peças que fique. As lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.

Mãe, eu vou-me embora.
Esperei a vida inteira por quem nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem. Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas essa voz, tu sabes, não é a tua.

A última canção sobre o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão tão grande, e as rosas que disseste um dia que chegariam virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar.

Maria do Rosário Pedreira
In "O Canto do Vento nos Ciprestes"

quinta-feira, 19 de março de 2009

Panorâmica nocturna

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Há dias diverti-me imenso a percorrer sozinho e de noite as margens do rio Douro entre Porto e Gaia à caça de boas fotos. Uma das melhores ideias que tive foi a panorâmica que mostro abaixo. Porém, a falta de um tripé em condições fez com que as quebras entre shots ficassem demasiado partidas e o resultado é o que se vê... Fica no entanto a certeza de que o repetirei...
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Lilac wine

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Para comemorar as 1000 visitas ao Adversus Omnes, nada melhor que boa música. Muitos sabem a simpatia que nutro pela belíssima Katie Melua e, mais do que isso, pela sua música. Uma delas é a extremamente melancólica "lilac wine" do álbum "Call of the search" representada mais abaixo.
Porém, apenas por estes dias fique a saber que esta música é um original de Jeff Buckley e fiquei deveras rendido...




domingo, 15 de março de 2009

domingo, 8 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009