terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mosteiro de Leça do Balio

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Dunas da Memória V

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

Gosto do photomatix...

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Andava há meses a fazer experiências de HDR com o Photoshop CS3 e não havia meio de dar com o que queria. Tantos trabalhos HDR eu tinha visto por essa web fora e tanto que me pasmar de admiração. Tanto lí e tanta informação assimilei. Tantas vezes cheguei a abdicar do script HDR do Photoshop e fiz o blending à mão... e nada!!! Nunca saía bem...
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Confesso que há muito tempo que ouvia falar no photomatix mas, armado em sabido sempre achei que o importante era saber fazê-lo pelas próprias mãos e fazê-lo bem (nisso tenho razão), mas insolentemente também pensava que programinhas desses eram para quem não percebe nem quer perceber de fotografia!!! Puro engano... Acredito que haja quem o use sem perceber patavina do que faz mas... O Photomatix pro 3, é o que estou a usar, permite-nos manipular o conjunto de fotografias até às entranhas e o resultado é muito melhor do que algum dia consegui!!!
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domingo, 9 de novembro de 2008

Ensaios "close up"

Depois daquele trabalhão a preparar a minha caixa de luz caseira, nunca mais tinha dado uso à brincadeira. Vai daí, agora que os dias convidam a ficar em casa com o aquecedor bem juntinho às pernas, comecei a pôr em prática algo que me tinham explicado anteriormente a para o qual dispunha agora de meios suficientes...

Assim, peguei numa moedinha de 2 cêntimos ( a ideia era ser 1 cêntimo mas as que tinha estavam tão pretas) posicionei-a sobre o papel branco da "lightbox", apontei os focos já bem ligados e aquecidos (as lâmpadas são daquelas de poupança de energia e precisam de um empinho para atingir o máximo das suas capacidades de luminosidade), apliquei na minha A300 a 18-70mm f/3.5-5.6 (é a minha objectiva com a distância minima de foco mais curta), acrescentei todos os filtros "close up" que tenho (+4; +2; +1) de uma só vez e este é o resultado. Precisei apenas de editar o controlo de níveis do fundo para melhorar os brancos e retirar uns pelos que iam poisando e ficando registados. A moeda está inalterada.

Pelo resultado final, apercebo-me agora da necessidade de mais umas quantas luzes de forma a evitar as sombras e incidir também de forma mais efectiva na face frontal.

A aplicação dos filtros close up faz com que a profundidade de campo se encurte de forma drástica e tive assim necessidade de baixar os valores da abertura da lente, caso contrário não conseguiria sequer focar a totalidade da face da moeda devido à ligeiríssima inclinação da câmera.




sábado, 25 de outubro de 2008

O valor da edição fotográfica.

Muita discussão tem levantado este assunto entre puristas e não puristas... A utilização de ferramentas de edição digital de imagem é motivo de fomentação de "ódio" por parte daqueles que consideram que a verdadeira fotografia é aquela que não é editada.
Confesso que, no meu entender, a melhor fotografia (isso sim) é aquela que foi capturada no ponto e não necessitou de qualquer edição "post capture". Há porem diversas situações em que o fotógrafo pode e deve recorrer à edição digital:
Na situação de trabalhos para publicações, obviamente o resultado final deverá ser aquele que causa mais impacto em quem visualiza. Existe um motivo ou uma ideia a mostrar e devemos fazer tudo para que atinjamos essa finalidade ao máximo.
Há ainda a vertente artística, em que o fotógrafo sabe que não é possivel capturar aquilo que idealizou para mostrar e sabe perfeitamente quais os aspectos a controlar de modo a atingir o seu fim. Nesta situação enquadram-se os fotógrafos surrealistas que, como o nome indica, mostra o que não existe e apenas é idealizado na sua mente.
Abaixo fica um ensaio que fiz de forma a mostrar como a edição pode ser utilizada em prole do embelezamento e enriquecimento fotográfico!!!


Antes



























Depois

domingo, 19 de outubro de 2008

Pelas tuas mãos...


A Ana escreveu um livro... A Ana é minha sobrinha, filha do meu mano mais velho... Não vou falar sobre o livro porque ainda iniciei a sua leitura nem vou falar da Ana porque quero ser diferente. Normalmente, nestas alturas, toda a gente cai na tentação de puxar para sí um pouco do protagonismo e eu não vou fazer isso. O protagonismo é todo da Ana e ela merece-o... Foi ela que escreveu e foi ela quem teve a capacidade de se aperceber do facto de ter escrito uma obra invulgar e não uns textinhos de adolescente... A crítica correspondente enaltece sobremaneira a obra e eu estou ansioso por lêr...


Então o que estou aqui a fazer?! Estou só a dizer que estou num fantástico estado de contentamento pela situação da miuda porque eu sou destas coisas, de me alegrar com o bem dos outros...


Ah!.. uma palavra de apreço para o meu mano velho... Foi incansável na forma como tratou de tudo para a sua menina e deve-se a ele o sucesso dos meios de lançamento do livro...


"Pelas tuas mãos" de Ana Andrade, publicado pela editora Papiro... toca a comprar!!!


No passado sábado, o JN preencheu a última página com enormíssima ênfase ao assunto... fica aqui o link.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

De Cap de Creus a Cabo Finisterra

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A ideia da peregrinação pelas terras mais ocidentais da Europa, já estava presente nas crenças dos povos Celtas, que situavam “el Más Allá” em uma ilha do ocidente. Mas já muito antes da data apontada pela igreja para a descoberta da tumba do Apóstolo, existia uma rota de peregrinação (romana e anteriormente celta), que ia do extremo Este ao Oeste de Espanha, até Finisterra. Este velho caminho de peregrinação, simbolizava a viagem do sol de Oriente para Ocidente, “afogando-se” no oceano para voltar a surgir no dia seguinte. O renascer do Sol estaria intimamente ligado com o renascer da vida. Hoje em dia são muitos os peregrinos que chegando a Santiago resolvem continuar o Caminho até Finisterra, Fim da Terra e Fim do Caminho de Santiago.

Quando nos princípios do século IX, se descobriu o sepulcro do Apostolo Santiago, a Igreja Católica deu um sentido cristão a estas velhas ideias de peregrinação, orientando para Compostela, cidade que se converteu num grande foco de atracção durante toda a Idade Média.



Finisterra


Finisterra vem do latim “finis terrae”, fim da terra; e fim também do Caminho de Santiago. Desde a antiguidade que as pessoas queriam chegar ao fim do mundo, onde a terra acaba e o mar começa ou pelo menos assim o consideravam as legiões romanas ao contemplar o afundamento do sol nas suas aguas.

Antigos geógrafos grecorromanos encontraram aquí o Promontorium Nerium e o Ara Solis, o altar de culto ao sol, construído pelos fenicios e que o mesmo Apóstolo Santiago o destruíu em pouco tempo.

A estreita relação de Fisterra com o culto jacobeo foi a que estabeleceu que o Caminho de Fisterra fosse uma das primeiras rotas que pisaram os peregrinos. Tanto é assim que já no Séc. XI aparece citada a cidade de Duio no Códex Calixtinus ( Libro III). Segundo testemunhos antigos, en Fisterra existiu uma velha cidade pagã, Dugium (hoje Duio), por onde passaram os restos do Apóstolo a fim de serem enterrados nos confíns do Ocidente.
Os discípulos do apostolo solicitaram permissão á raínha da região, de nome Lupa; que os remeteu ao governador de Dugium, que ordena que se lhes prepare uma emboscada para os matar, descoberto o plano conseguem fugir com o corpo do apostolo. A antiguidade desta rota comprova-se em documentos de 1119 nos que se cita a preocupação do Rei Alfonso VII e o Abade de San Xulián de Moraime por dar hospedagem aos peregrinos que chegavam á zona. Em 1355 o peregrino Jorge Grisaphan descreve no seu diario a peregrinação a Fisterra. Em 1465 León de Rosmithal, 1462 Sebaldo Rieter, en 1581, Erich Lassota, 1583 Julián Iñiguez de Medrano, todos eles narram as suas peregrinações ao fim da terra.




Graças aos costumes dos peregrinos de chegar ao Fim do Caminho e cumprir os rituais de tomar banho no mar, queimar as roupas utilizadas durante a viagem e ver o por do sol, são testemunhos das peregrinações dos caminhantes da Idade Média, que comprovam a antiguidade da rota a Fisterra e o seu interesse pela história e as suas lendas.
O Caminho a Fisterra, é o único dos Caminhos que não tem a sua meta en Santiago, mas sim a sua origem. Na actualidade, a prolongação do Caminho até à Costa da Morte é um ritual que seguem muitos peregrinos, que desejam chegar até ao Fim da Terra, contemplar o caminho e conhecer algumas das paisagens mais impressionantes da costa europeia ocidental.

Lendas

A singularidade de Finisterra surge das muitas lendas que envolvem estas terras, e nas que se entrelaçam temas religiosos, marítimos e outros. Entre elas destacam-se a do Ara Solis, Ermida de San Guillermo, Orca Vella, Pedras Santas, Santo Cristo de Fisterra e a Cidade de Dugium entre outras.

Ara Solis

Conta a tradição que os romanos encontraram no lugar um altar ao sol (Ara Solis) construído aí pelos fenicios e que o Apóstolo Santiago mandaría destruír pouco despois. A memoria deste altar aínda perdura nas lendas fisterranas e no nome da praça mais típica da antiga vila. Tambem se diz que o cálice e a hostia do escudo da Galiza representam o Santo Graal, vem da cristianização do altar pagão, no que o cálice simbolizaría o horizonte do mar, e a hostia, o sol no seu ocaso. Uma rocha em forma de mesa quadrada metida uns metros no mar, na ponta do cabo, recebe tambem o nome de Ara Solis, talvez por ser parecida com a mesa de um altar.

Santo Cristo


A partir do Sec XIV, conta a lenda que os pescadores da zona viram um barco em dificuldades no meio de uma tempestade sem poder avançar, como se estivesse ancorado. Observaram que dentro da embarcação atiraram uma caixa ao mer e que o barco consegiui sair e seguir viagem. Uma vez que a caixa chegou a terra, os marinheiros abríram-na e descubriram a imagem do Santo Cristo, imagem atribuída a Nicodemus, considerando que a sua vontade era vir para estas terras.
Desde esse momento, despertou grande devoção e fama em toda a região por fieis que visitavam o Santo Cristo e com mais intensidade na Semana Santa. Esta imagem é de um impresionante realismo, destacando a sua profunda humanização: é de tamanho natural, diz-se que as unhas são de um homem, que emite suores de morte e que lle cresce o pelo e as unhas. Na Semana Santa festeja-se a festa de Santo Cristo de Finisterra (Festa de Interesse Turístico Nacional), centrada não na Paixão e Morte, mas sim na Ressurreição de Cristo. Cristo é assim como o sol, que se perde no oceano insondável da morte e ressuscita das trevas.

Visitar Finisterra significa chegar ao fim de um velho caminho de peregrinação pelas terras mais ocidentais da Europa, seguido por milhares de pessoas ao largo de muitos anos, para encontrar-se com o renascer da vida, com velhos cultos pagãos e os elementos da natureza, que aqui se manifestam com todo o seu esplendor: a água, o sol e as pedras; que cristianizada mais tarde, deram, origem a concorridos santuários como o da Virgem da Barca e o Cristo de Finisterra, ambos relacionados com a Rota Jacobea.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Capitalismo está roto?!

Oxalá que sim...
Oxalá não nos venham apregoar uma qualquer medida avulsa apelidada de salvação do mundo e que, quando dermos por ela, apenas se apoiou em mais um aumento dos esforços da classe média mundial... e quando a classe média mundial sofre... já sabemos em que patamar desse sofrimento se situa a Portuguesa.
Parece-me que apenas quem gosta de andar de rédea e freio ainda não se apercebeu do que representa esta crise e esteja, mais uma vez, à espera que os senhores de Washington e Wall street resolvam algo que essa gente não percebe o que seja.
O sistema Capitalista sempre se apoiou na procura do máximo lucro por parte dos ricos e na serventia a esses por parte de quem governa... Ora, quando já todo o dinheiro está nas mãos de esses alguns, ainda nos vêm impingir a ideia de que a solução passa por esvaziarmos das algibeiras todas as migalhas que ainda possamos ter de modo a fazer com que isto ande mais um pouco... Eu não concordo! Os senhores que passem e comer os dolares bem estufadinhos ou quem sabe foie gras de dollar, ou até mesmo um dollar ao natural para o mais básicos de alimentação.
Perante tal situação, acho doentia a forma como ainda se evita falar de nacionalização... Da banca, da água, das energias, educação, cultura e saude... Ainda é conversa de comunista!!! e eu que sempre fui socialista!!!
A Manuela Ferreira Leite veio agora discursar palavreado contra os regimes socialistas. Que em nenhum país do mundo onde governe o regime socialista se notou prosperidade económica. Onde? Por favor, onde? Algum país no mundo que viva em socialismo por favor...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Presidente político

Tenho seguido com particular atenção este passeiozito político do "nosso" Presidente da República nas últimas semanas. Desde o não resistir a contrariar Manuel Alegre no discurso que fez quando lhe entregou, em Trás os montes, o prémio literário D. Dinis, até à falta de respeito pela gente que, a muitíssimo custo, vai inventando forma de vida numa terra esquecida pelos governantes como é todo aquele território raiano... O "Senhor Silva" cometeu a petulância de apontar o dedo às autarquias daquela região por não saberem aproveitar o facto de estarem mais perto de Espanha e da Europa que o resto do País, chegando mesmo a referir que isso se apresentava como um privilégio e que não deveria ser deixado de aproveitar.

Tudo isto acontece depois do início e durante o desenvolvimento de um caso político que ele próprio se dignou criar. Falo obviamente do veto ao diploma que regulamenta a autonomia dos Açores que, podendo até (ou não) ter razão nas suas preocupações, falhou por completo na forma. A sua sede de protagonismo fez-lo parar o País em suspense por um anúncio alarmante de mensagem à nação acerca de um assunto de interesse Nacional... Ó Senhor Silva... Assunto nacional, para mim, é a elevadíssima taxa de desemprego e a constante perda de poder de compra da classe trabalhadora deste País.

Não lhe bastando isto, vem agora meter a colherada num assunto que necessitava da máxima sobriedade de discussão. A Educação e escolaridade obrigatória. Ouço-o hoje, mais uma vez insolentemente, defender o aumento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano e para o fundamentar refere a superficialíssima indicação de que, hoje, os alunos que concluem o 12º ano arranjam empregos melhor remunerados que os que se ficam pelo 9º. Ora muito bem... O "nosso" presidente encontrou assim o remédio para se acabar com os empregos cuja remuneração se fica pelo ordenado mínimo... Pela sua lógica, é só por os catraios a tirar o 12º que os patrões, em forma de reconhecimento pelo esforço intelectual se oferecerão eles próprios a remunerar bem mais acima... País de Patetas!!!´Continuamos assim sem ver ninguem minimamente preocupado com a qualidade do ensino em detrimento da quantidade. É como somos!!!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Eu fui ver os aviões!

Pois fui... e sofrí suplícios de martir!!! Tantas vezes aponto o dedo à tonteria colectiva e, desta vez, fui mais um!!! A comunicação social pintava maravilhas do evento e eu, movido pela paixão fotográfica, não resistí à tentação!!!
Assim, para que a banalização de comportamento fosse total, tentei levar o meu carrito até em cima do acontecimento. Tarefa que se revelou impossivel. Depois de mais de uma hora às voltas pela zona do palácio de Cristal, acabei por ceder à bandalheira total e estacionei em cima do passeio da rua déntre quintas (nada mau). A minha intenção era fotografar o acontecimento desde os jardins do palácio de Cristal mas... Cobravam 15€ para entrar!!! Cheguei ao jardim esplanada da Casa Tait que estava completamente às moscas e julguei-me logo mais esperto que todos os outros. Estava deserto e pensei que apenas eu iria desfrutar daquela varanda privilegiada. A verdade é que dalí não se via nem pinta de avião!!!!!!! O único remédio foi percorrer os caminhos do romântico até à rua da Restauração onde ainda presenciei uma vista magnífica a partir de uma casa em obras mas só até aparecer o guarda de servíço. partir daí, não tinha outro remédio senão aventurar-me até à Ribeira. Assim, desci pela rua de sobre o douro até à calçada de monchique que, por se situar por detrás do edificio da alfandega não permitia a visualização da nada... Caminhei até em frente à igreja de S. Francisco e aí fiquei até que para a parte final, beneficiando da falta de paciencia de muita gente, lá atingí a 1ª linha de vista para o Douro ainda a tempo de captar o que me era possivel com aquelas condições... Pior foi o regresso e a subida da encosta do palácio... Ainda me doem as canelas!!!



sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A minha "lightbox"


Percorrendo as lojas da especialidade em busca de regalar os olhos com mimos relativos a uma das minhas grandes paixões, a fotografia, andava a namorar uma lightbox bem jeitosinha de modo a aventurar-me num género fotográfico que permite várias utilizações. Fotografia técnica de estúdio.
Era obviamente um pouco de pretensão minha querer estar a entrar por uma área que não domino assim de forma tão altiva mas... quem não usa também não aprende e eu... eu quero aprender. Ora pois muito bem então!!!! A dita cuja, sendo uma da mais baratinhas, custava a módica quantia de €98 e, sendo eu a própria concepção da avareza, e não devendo nadinha à magnificência económica, resolvi tentar algo que vi nos fóruns de fotografia da Internet e que tanto caracteriza os somíticos como eu... "Self made concept"... isso mesmo!!!
Saí de casa e dois passinhos mais à frente entrei na loja IKEA de Matosinhos disposto a gastar o menos possível (que é o que toda a gente faz quando lá vai)... assim, como as fotos aqui representadas o mostram, aqui fica a descrição e resultado final...



2 candeeiros "TERTIAL" IKEA - €5,94 cada


1 mesa "LACK" IKEA - €9,99


2 lâmpadas baixo consumo 20W 1200 lumen IKEA - €3,20 cada


1 bloco 24 folhas papel desenho branco A3 120grs - €0,69





Mais alguns ajustes para um melhor controlo da abertura e posição dos focos, bem como da utilização do flash e, aposto, estará de nível!!! A minha "selfmade" caixa de luz






quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A vanessa não quis ofender... !!!!????!!??!?


«Jamais quis ofender alguém», disse ontem, já em Lisboa, Vanessa Fernandes aos jornalistas... Bem... Alguém se esqueceu de me avisar quando decretaram que a partir de certa altura o sentido de uma frase seria precisamente o contrário. Confesso que eu é que andava distraído pois já devia ter desconfiado isso da Vanessa assim que constatei a incoerência entre o seu discurso e resultados desportivos. É que foi mesmo ela que se fartou de dizer aos jornalistas que não assumia o favoritismo às medalhas.
E é por isso que a Vanessa vem agora pôr tudo em pratos limpos... Afinal, daqui para a frente, quando disser uma coisa teremos que interpretar exactamente ao contrário como aliás já devíamos ter feito... Devíamos ter entendido duras críticas a Vicente Moura quando disse que subscrevia as suas declarações; Devíamos passar a encarar a alta competição como um hobby quando a ouvimos declarar que tal não é nenhuma brincadeira e, mais ainda; Devíamos perceber que, ao falar que alguns atletas não sabem o que é estar nos jogos olímpicos, ela queria mesmo era explicar que também ela queria era estar na caminha e por isso ficou-se pela prata...
Pondo um pouco mais de respeito no assunto, apesar de toda a satisfação que me proporciona a visão desta menina a triunfar na forma como tem feito, não posso deixar de apontar o dedo à sua presunção que já se tinha dado a conhecer por alturas da taça do mundo em Lisboa quando se fartou de apelidar as adversárias de preguiçosas por não acompanharem o seu ritmo na bicicleta. Alguém deveria ensinar esta menina a lidar com o sucesso e ajudá-la a lembrar-se que nem toda a gente se predispõe a passar por sacrifícios desumanos (quiçá impostos por alguém), muitas vezes comprometendo o seu próprio futuro (dormir numa tenda de oxigénio deve~lhe fazer um bem danado à sua vidinha futura). Alguém que lhe explique que o sucesso não se deve alcançar a qualquer custo e que a alta competição não traz saúde a ninguém. Alguém que lhe abra os olhinhos para a vida e que a faça perceber que a qualidade de vida das pessoas deve ser preservada e, sobretudo, a sua integridade moral também...

Agora vou começar... eu acho!!!

Que forma melhor de emitir a minha peculiaríssima "strepitus opinione" sem incomodar interlocutores senão através de um blogue??? Pois começa aqui a minha histérica correria pela web opinativa soltando brados revoltosos bem fundamentados ou mesmo ventosidades anais de circunstância... Assim meus caros (já começa a presunção de ter aqui alguém a ler), assim... Assim!!! esqueci-me do que tinha para dizer... Mas também é por causa da ansiedade inerente ao estrelato!!! Sim!!! Já estou mesmo a ver o Pedro Rolo Duarte vir para aqui abrir a sua janela indiscreta em direcção às minhas revoltosas (e revoltantes?!) opiniões em forma de bramido... Hoje fico por aqui!!!!