segunda-feira, 21 de março de 2011

Curto Poema desconexo




Pediram-me um poema.
-"Para quê?"
-"para nada, para nada!"
...podia ser uma desgarrada
que provocasse sorrisos em quem lê.
.
-"Que tal acerca do Amor?" - Perguntei...
-"Esse? Ninguém quer saber!"
O importante era que, ao lêr,
fosse parvo ou Homem de Lei,
se convencesse de que era por si,
presumidamente, bem sei,
que as palavras estariam alí!
.
-"Pode então ser sobre Amizade?"
-"Ah?! Não! Esqueça".
Ainda que tal não pareça
essa...
na verdade,
deixou há muito de abundar
transformou-se em saudosa raridade
que nos habituamos a recordar.
.
-"Mas então..." - dizia eu...
-"se se festeja a Poesia,
talvez um canto de louvor à Alegria!"
-"Não, não!!!" - Logo se ouvia...
-"Ainda não entendeu!
Queríamos uma qualquer disenteria,
de palavras desconexas, 
que ninguém compreendesse."
...e talvez a poesia passasse
essa falsa ideia de considerações complexas
para que qualquer pseudo-intelectual
ou poeta de carnaval
possa declamar:
.
-"Aahh! Coiso e tal!!!"
.
Sem vacilar...


Curto Poema desconexo | por: José Eduardo, em celebração do dia mundial da Poesia.

1 comentário:

elisabete disse...

Poema desconexo...mas com real conexão! Obrigada pelo poema, meu caro amigo Eduardo.
Elis.