domingo, 11 de abril de 2010

um bote sem dono

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Houve um país rico em gente valente que se aventurou ao mar... Havia cobardes também, cujo pé num bote jamais se atreveria imaginar...
Os valentes correram mundo e conquistaram terras de gente rica e bela. Gente que jamais idealizara a maldade e, gentilmente, obsequiava o forasteiro com a partilha de suas riquezas.
O mar é que não perdoava, amabilidade e simpatia jamais integraram seu léxico, além de que laurear não era costume seu. Volta e meia lá abria as enormes goelas para engolir uns quantos mais e dava ideia de que quanto maior a grandeza de suas vítimas mais satisfeito ele ficava...
Foi assim que se fez a história de um miserável país: Os valentes regressaram poucos, ricos e amedrontados. Trouxeram apenas riqueza e nunca se haveriam de lembrar em imitar a mentalidade do povo é que os agraciou. Jamais pensariam em aprender algo com gente tão estranha.
Assim, a riqueza que apenas servia para gastar, obviamente não se eternizou e, os valentes ficaram amedrontados, os cobardes ficaram convencidos e a nação outrora forte tornou-se apática e resignada.
Há ainda, muito de vez em quando, quem ouse contar: "lembras-te da nossa grandeza?" - e logo todos ficam de barriga em riste e bigode curvado para cima em sinal de satisfação...
...o resto é o que todos sabem!!!
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José Eduardo
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1 comentário:

Fancisco disse...

Meu Caro Amigo,
Finalmente vim ao teu blog e, encontro nostalgia, cansaço e repudio pelo tempo perdido, ou melhor, pelas oportunidades não aproveitadas para o desenvolvimrnto.
O atavismo cultural originou este estado de coisas. Quem mais não sabe e nada mais quer ver que não a forma como obter riqueza, nada pode dar à sociedade a que pertence.
Assim se desbaratam oportunidades.

Alguém cujo nome não recordo disse que o problema do nosso país é, tão só, um problema de DNA.

Convenceu-me

Um abraço